“Consideramos que esta correção é habitual e acontece de tempos a tempos”


No seu último Market Express, o ING Investment Management, confessa que considerava que tinham chegado ao fim no ano passado os períodos de risk-on/risk-off que caraterizaram os mercados entre 2010 e 2012. No entanto, os últimos acontecimentos nos mercados emergentes fizeram com que a entidade mudasse de opinião.

“Parece que entrámos outra vez num típico período de risk-off”, pode ler-se no documento, em que é dito que “o sell-off começou há mais de uma semana atrás, desencadeado pelas más notícias acerca dos fluxos nos mercados emergentes”. Dando como exemplo a economia chinesa, o ING destaca a fraca performance do país dos últimos tempos: “o PMI de janeiro indica que a China está a abrandar mais depressa do que o esperado”.

Foram vários os bancos centrais de mercados emergentes que responderam à “fraqueza” das moedas, com aumentos das taxas de juro. Exemplo mais claro disso foi a Turquia, que “numa tentativa de travar o deslize da lira, mais que duplicou a sua taxa repo de 4,5% para 10%”.  Situação idêntica aconteceu com o banco central da África do Sul, que “pela primeira vez em cinco anos, aumentou as taxas de juro em 50 pontos base para 5,5%”.

Combater desvalorização cambial

No entanto, apesar desta subida das taxas de juro, a entidade acredita que é necessário lutar contra o “enfraquecimento” das moedas e ainda contra a pressão inflacionária.  O que é também sinónimo de “enfraquecimento das perspetivas de crescimento dos países desenvolvidos”.

Uma correção habitual nos mercados

Desde maio/junho de 2013, que o mercado não experienciava uma correção significativa e um tal nível de complacência”, dizem no Marketexpress, referindo que a principal questão está claro em perceber se esta correção é apenas temporária ou o início de um período mais prolongado de fraqueza dos mercados. A crença do ING é de que “esta é uma correção habitual, que acontece de tempos a tempos”. Ainda assim, para os ativos dos mercados emergentes a pressão tem mais “pernas para andar”. E que condições podem “atenuar” essa pressão nesses ativos?

Primeiro, diz o documento, a confiança do investidor em relação à China tem de parar de se “deteriorar”. Em segundo lugar, a entidade realça que é “necessário existirem também melhorias efetivas nos desequilíbrios macro”. Por último,,  “o ruído político deve diminuir, ainda que com as eleições à porta e as tensões sociais a crescerem, os políticos têm pouco espaço para fazer o que é estritamente necessário”.

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