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Como vai ficar o mundo depois das eleições dos EUA?


Estamos a viver um dia importante na história dos Estados Unidos da América e, também, de todo o globo. Oito anos após a eleições que puseram, pela primeira vez, Barack Obama à frente dos EUA, é agora a vez de Hillary Clinton disputar a presidência novamente para os democratas, desta vez frente a Donald Trump, naquelas que prometem ser das eleições mais disputadas de sempre.

O BiG , numa nota de Research, escreve que “o desfecho das eleições presidenciais afigura um impacto amplamente dicotómico, caso se verifique a vitória de Clinton ou de Trump”. Caso seja Hillary a grande vencedora, acreditam que o nível de incerteza é mais baixo do que a vitória de Trump, que consideram que “poderá ser tido como um factor disruptivo para o mercado no curto prazo, à semelhança do ocorrido na sequência do Brexit, pelo que seria crível uma correção relevante do mercado acionista entre 5% a 10% na sessão e/ou sessões subsequentes”.

Além disso, do BiG acrescentam que “não se verificaria uma correlação típica entre as diferentes classes de ativos, antecipando-se um sell-off global das diferentes classes de ativos, tanto mais que a China detém mais de 10% do total da dívida pública norte-americana”, fazendo com que exista uma “pressão vendedora no curto prazo em detrimento do perfil de refúgio tradicional das Treasuries, uma vez que é do conhecimento público a intenção, por parte de Trump, de impor restrições/tarifas ao comércio internacional”, referem.

Sobre as taxas de juro, do BiG referem que a “vitória de Trump poderá retirar pressão ao FED em subir a taxa de referência em Dezembro, o que também acabaria por gerar alguma debilidade para o USD em relação a um basket variado de divisas internacionais”.

Em traços gerais, “a vitória de Hillary poderá implicar uma leve recuperação do mercado acionista face ao movimento corretivo que assistimos nas últimas sessões (efeito mais neutro nas outras classes de activos) em função da recuperação de Trump nas sondagens de voto”, sendo que essa recuperação se deve ao “seguimento do início das investigações do FBI à polémica dos e-mails de Hillary Clinton quando esta exercia funções de Secretária de Estado entre 2009-13”, referem.

Assim, o impacto previsível no mercado accionista da vitória de Clinton assenta mais na derrota de Trump (suavização dos riscos globais) do que propriamente na respectiva agenda política da mesma, cuja credibilidade é nebulosa e genericamente impopular pelo eleitorado”, concluem do BiG, através do seu Research.

A importância do novo quadro político nos EUA

Além dos candidatos e do vencedor das eleições, não se pode desassociar a importância do Congresso norte-americano, composto pelo Senado e pela Câmara dos Representantes. Nesta questão, do BiG relatam que “a perspectiva de recuperação do Senado pelos Democratas mostra-se relevante para o futuro do poder jurídico, nomeadamente na composição do Supremo tribunal, pelo que este será outro dos aspectos fulcrais a seguir com o desfecho das presidenciais norte-americanas".

Vitória de Trump: quais os maiores impactos

Caso a vitória caia para o lado do magnata norte-americano, do BiG mostram que poderá “exacerbar o movimento de valorização que tem sido realizado pelas empresas de Defesa & Armamento, tal como o sector de Minérios, tendo em conta o objectivo de desregulamentar a capacidade de extração de petróleo e minérios no país”.

Sobre as energias renováveis, no BiG acreditam que o investimento neste sector “poderá sofrer um revés, tendo em conta a agenda política, nomeadamente a sua intenção em promover a flexibilização das condições de exploração dos recursos naturais”.

Vitória de Clinton: quais os maiores impactos

Caso seja Hillary Clinton a vencedora, o sector das infra-estruturas será um dos beneficiados, “em função do plano de USD 275 mil mn e a criação de um banco infra-estrutura”. Também os segmentos das energias renováveis e saúde podem ser beneficiados com a vitória de Clinton. Recorde-se que no que diz respeito a Wall Street, a candidata mostra-se a favor do Dodd-Frank, quer taxar o high-frequency trading e ainda quer rever algumas regulações.

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