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Como terminaram as carteiras da gestão de patrimónios o trimestre?


Inusitado. Assim acabou por ser o terceiro trimestre em muitas áreas, e a gestão individual de ativos nacional não foi exceção. Os ativos sob gestão deste segmento caíram 24,5% no trimestre, muito por via de desvalorização de mercado no período, mas também, e como lhe demos conta, pelo facto de a Caixa Gestão de Ativos ter verificado o "levantamento parcial de um cliente institucional de grande dimensão", segundo a APFIPP. Na prática, segundo a entidade gestora, uma reclassificação da tipologia de serviço de gestão/aconselhamento de carteiras, de forma que esses valores deixam de estar refletidos nas estatísticas.  Desta feita, como variaram os investimentos levados a cabo por esta indústria?

A dívida pública, como visível nas informações abaixo, manteve-se como o ativo com maior peso no agregado das carteiras. A dívida pública nacional, especificamente, terminou março nos 13.305 milhões de euros, sendo assim o ativo com maior peso no agregado dos portefólios - 28,3% - apesar da variação negativa que o trimestre trouxe ao ativo.

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Fonte: CMVM, março. 

Ainda sem refletir o positivismo que o mês de abril trouxe aos mercados, com subidas acentuadas para muitos dos ativos, os dados da CMVM refletem também os números decrescentes no investimento preconizado pelos fundos de investimento no fecho de trimestre.  As unidades de participação estrangeiras, apesar da variação de -13,6% (uma das quedas mais amenizadas do conjunto de investimentos), mantêm-se com valores relativamente próximos aos do trimestre anterior, contabilizando no final de março mais de 8.300 milhões de euros investidos.

Por tipo de mercado, Portugal manteve-se na linha da frente, reunindo em março 14.130 milhões de euros do investimento pela gestão individual de ativos em valores mobiliários cotados. Os valores mobiliários alemães, por sua vez, foram os que registaram a queda percentual menos acentuada no trimestre (-3,6%),  sendo o segundo mercado mais relevante em termos de valores mobiliários, pois reuniam no termino do trimestre 6,7% destes investimentos, o equivalente a mais de 3.150 milhões de euros.

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Fonte: CMVM, março. 
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