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Como se comportaram os fundos de ações nacionais no último triénio?


O período de três anos anterior ao final do mês passado pode ser classificado como um período de enorme volatilidade e muito conturbado, tanto nos mercados financeiros internacionais como na bolsa portuguesa. O PSI-20, o principal índice bolsista nacional, nesse período regista uma desvalorização acumulada de 19,31%. Também o MSCI Portugal caiu no período em questão, no caso pouco mais de 11%.

Apesar das quedas nestes benchmarks, os fundos de ações nacionais conseguem sorrir no período em questão. Dos seis produtos cujas gestoras se encontram associadas na Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – aquele que mais rendibilidade gerou nos últimos três anos foi o BPI Portugal. Gerido por Catarina Quaresma da BPI Gestão de Activos, o fundo regista uma rendibilidade anualizada no período em questão de 4,02%. Trata-se, também, de um produto cinco estrelas para a Morningstar e que saiu premiado nas últimas duas edições dos Morningstar Awards Portugal. Na última ficha mensal do produto, referente ao mês passado, pode ver-se que o maior investimento em carteira é realizado num fundo da mesma entidade – o BPI Monetário Curto Prazo – seguido das cotadas EDP Renováveis, Sonae SGPS e ainda o BCP. O BPI Portugal é também um fundo Consistente Funds People, segundo a metodologia apresentada.

Com ganhos de 3,92% surge, logo depois, o fundo gerido por Miguel Moedas e denominado de Banif Acções Portugal. Sob responsabilidade da Banif Gestão de Activos, o fundo tinha mais de 3 milhões de euros em património no final de abril. Já o maior investimento é realizado num futuro sobre o índice português, seguido das cotadas Sonae SGPS, EDP Renováveis e o Banco BPI.

Acima de 3% de ganhos anualizados ainda surge mais uma produto. Trata-se do IMGA Ações Portugal que é gerido por Nuno Marques da IM Gestão de Ativos. Este fundo foi premiado este ano nos Euronext Awards e tinha, no final de abril, um património sob gestão de 29,5 milhões de euros. Na última entrevista dada à Funds People, o gestor refere algumas características que fizeram brilhar o fundo, nomeadamente o facto de ter tido “uma gestão prudente num ambiente difícil de mercado” que ajudou bastante o produto em 2015.

Os fundos de ações nacionais nos últimos três anos

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Fonte: APFIPP no final do mês de abril de 2016.

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