Como foi o ano de 2019 para a IMGA?


A IM Gestão de Ativos divulgou o seu relatório e contas relativo exercício de 2019, onde está patente um resultado líquido na ordem dos 1,23 milhões de euros, o que compara com os 1,8 milhões de euros de 2018 (-31,9%). A entidade gestora comenta que este desempenho “decorre essencialmente do imposto de selo cobrado no âmbito das comissões de comercialização pelos bancos distribuidores e do acréscimo dos gastos com pessoal”. Estes últimos, segundo o que está patente no relatório, aumentaram 122 mil euros, ou 3,9%, o que está “relacionado com o alargamento das atividades da sociedade, ao contrário dos gastos gerais administrativos que registaram um decréscimo de 107,1 mil euros”.

As comissões de gestão atingiram no ano os 16,36 milhões de euros, o que representa uma quebra de 0.9 milhões de euros face ao ano de 2018. As comissões de comercialização, por seu lado, foram de 8,54 milhões de euros no ano, evidenciando uma quebra de 0,52 milhões de euros face ao exercício anterior.

 

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Acontecimentos relevantes

A entidade gestora realça que ao longo do ano de 2019 foram prorrogadas as reduções de comissão de gestão e/ou depósito, a redução do montante mínimo de subscrição e eliminação de comissões de comercialização, "acomodando o enquadramento atual de taxas de juro, em mínimos históricos, e tendo sempre em conta a defesa do interesse dos participantes".

“Com o objetivo de racionalizar a oferta de fundos e a obtenção de sinergias ao nível da gestão e da política de investimentos, ”durante o ano deu-se a fusão do fundos IMGA Ações Europa no fundo IMGA Eurocarteira, tendo sido alterada a denominação para IMGA European Equities.

Adicionalmente e com o mesmo objetivo deu-sea fusão por incorporação do fundo IMGA Alternativo no fundo IMGA Flexível, tendo este alterado a sua política de investimento com a inclusão de um objetivo de retorno de 2,5% face à Euribor a 12 meses.

A entidade dá conta também que o fundo CA Monetário foi, em junho, o primeiro fundo português do mercado monetário autorizado pela CMVM ao abrigo do Regulamento Europeu dos Fundos do Mercado Monetário. Segunda a entidade gestora, para dar resposta a estas alterações regulamentares, foi preparada "atempadamente a sua estrutura com meios humanos e técnicos, tendo desenvolvido uma metodologia interna de avaliação do risco de crédito e vê agora reconhecido o seu trabalho com a autorização pela CMVM do primeiro fundo do mercado monetário segundo as novas regras". O fundo IMGA Extra Tesouraria III assumiu igualmente a tipologia de fundo do mercado monetário e alterou a sua denominação para IMGA Money Market.

Os fundos IMGA Iberia Equities e Fixed Income alteraram a sua política de investimentos no sentido de incluir fatores ESG nos seus critérios de investimento, tendo alterado as suas denominações para IMGA Iberia Equities ESG e IMGA Iberia Fixed Income ESG. “Com estas alterações, a IMGA pretende alinhar os seus critérios de investimento com as novas tendências internacionais de Finanças Sustentáveis, incorporando fatores de natureza ambiental, social e de governo societário, conhecidos como critérios ESG que, juntamente com fatores económico-financeiros, visam diminuir os riscos financeiros, preservar e desenvolver os mercados e potenciar o retorno dos investimentos”, comentava então a entidade.

Por fim, o IMGA Prestige Global Bond assumiu o nome de IMGA Retorno total.

A entidade gestora dá conta de que foi autorizado pela CMVM em novembro a criação de uma categoria I para um conjunto dos seus fundos, categoria essa que será comercializada exclusivamente pela IMGA.

Atividade comercial

“A boa performance dos fundos de investimento conseguiu ser um bom catalisador para o aumento nas subscrições dos fundos” tendo os ativos da entidade crescido 479 milhões de euros em 2019, por via de entradas de investimento e valorização das carteiras. No decorrer do ano, “em dissonância com o mercado”, as classes de ativos com maior ponderação nas vendas líquidas da IMGA foram os fundos de curto prazo e os fundos de obrigações, “produtos alternativos aos depósitos bancários, soluções financeiras de baixo risco e boa rentabilidade”, como os definem no relatório. Os fundos multiativos e PPR cresceram 8,7% no universo da entidade, o que compara com os 25% do mercado, segundo o R&C.

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A entidade gestora posiciona-se em terceiro lugar do ranking nacional por quota de mercado. 

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Evolução dos ativos sob gestão

A entidade gestora desagrega no relatório anual os ativos sob gestão e resgates e subscrições por entidade depositária dos fundos. É visível que o grosso do negócio se encontra concentrado no universo ‘depositário BCP’, que atinge os 1,98 mil milhões de euros, uma posição que saiu reforçada em 2019. O detalhe de ativos e evolução está patente nas tabelas abaixo.

 

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Em termos de categoria de fundos, a IMGA divulga a distribuição por entidade depositária. 

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A IMGA realça também os resultados positivos nas transferências de fundos PPR entre as diferentes sociedades gestoras nacionais, “apresentando novamente em 2019 um saldo líquido positivo”.

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