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Como está segmentado o mercado imobiliário nacional?


O mês de novembro foi, tal como nos meses anteriores, sinónimo de decréscimo nos ativos sob gestão no segmento imobiliário. Os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios - APFIPP - mostram que no final do último mês de 2016, o valor em carteira no segmento imobiliário ascendia a 9125,8 milhões de euros, um valor mais baixo em 0,4% quando comparado com o mês de outubro. Também no valor do património imobiliário houve um decréscimo. De outubro para novembro a descida foi de 0,8%, para um montante superior a 10.189 milhões de euros. Não podemos esquecer que estes valores apenas são representativos de 87% do mercado nacional, já que nem todas as entidades gestoras de fundos imobiliários em Portugal são associadas na APFIPP.

Fundos Fechados representam mais de metade

A Associação divide o segmento imobiliário em diversas categorias, consoante o tipo de fundo imobiliário. Sem qualquer estranheza, os fundos imobiliários fechados dominam a lista. Estes apresentam um valor em carteira de 4.653,9 milhões de euros, que representam 51% do mercado nacional. Face ao final do mês de outubro, o valor decaiu 0,4%, que em termos monetários representa uma queda de 16 milhões de euros.

Logo depois surgem os fundos imobiliários abertos de acumulação. Para a Associação estes fundos "reinvestem automaticamente os rendimentos gerados pelas respectivas carteiras, não distribuindo rendimentos", e tinham no final de novembro um valor em carteira de 1.979 milhões de euros. Em relação ao mês anterior, apresentam um aumento de 0,5%, tendo sido a única categoria que cresceu no decorrer do penúltimo mês de 2016. Em termos de total do mercado, este segmento detém uma fatia de 21,7%, ficando à frente dos fundos imobiliários abertos de rendimento. Estes fundos, que "distribuem os rendimentos gerados aos participantes, de forma periódica", detinham no final de novembro um valor em carteira de 1470 milhões de euros representando, assim, cerca de 16,1% do mercado nacional.

Restantes categorias mais pequenas

A APFIPP conta, ainda, mais quatro categorias nos fundos imobiliários. Acima dos 500 milhões de euros encontramos uma categoria, que é aquela que junta os "Fundos de Gestão de Património Imobiliário" e que é conhecida como FUNGEPI. No final de novembro este segmento tinha um valor em carteira de 516 milhões de euros. Os "Fundos de Investimento Imobiliário para o Arrendamento Habitacional", surgem logo depois com um valor total em carteira que supera os 411 milhões de euros.

Os últimos dois segmentos apresentam valores mais residuais. Com 53 milhões de euros vêm os fundos florestais, ficando no último lugar da lista os fundos de reabilitação, que apresentam um valor em carteira superior a 41 milhões de euros.

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