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Como está Klaus Kaldemorgen a gerir 2016?


O Deutsche Concept Kaldemorgen é um dos poucos produtos classificado com o triplo selo Funds People em Portugal: favorito dos Analistas, Blockbuster e Consistente. É um Produto da Deutsche AM com uma filosofia de retorno total que segue uma estratégia macro global, com a possibilidade de investir em todas as classes de ativos e regiões do mundo, sem restrições de qualquer tipo, mas com uma volatilidade anual que esteja num intervalo entre 5% e 8%. O seu gestor, Klaus Kaldemorgen, procura maximizar a rentabilidade ajustada ao risco ao longo de um ciclo de mercado, com um drawdown máximo potencial de 10% num ano. Desde janeiro, o fundo gerou uma rentabilidade de 3,4%. Durante este ano Kaldemorgen está a mostrar-se muito ativo, sobretudo na altura de movimentar a exposição líquida do fundo no mercado de ações e também da sua estratégia de obrigações.

Começando pelo primeiro ponto, os mercados de ações arrancaram 2016 em terreno negativo. De facto, foi o pior início de ano desde 2009. Durante esta correção, o gestor cortou significativamente a exposição líquida a ações, que passou de 39% para 21%. O objetivo de kaldemorgen foi então reduzir a sua exposição ao risco. Durante os meses seguintes o gestor movimentou-se bem e foi capaz de participar numa maior escala na recuperação do mercado ao elevar a sua exposição líquida a ações para cerca de 30%. Chegou maio e a proximidade do Brexit, algo que não afetou a sua carteira, pelo menos no que respeita à queda do valor da libra, cuja exposição estava coberta, antecipando um possível não do povo britânico ao projeto europeu. Novamente, o fundo foi capaz de participar na recuperação posterior dos mercados depois da decisão dos britânicos de abandonar a UE e, em finais de setembro, a exposição líquida a ações voltou a aumentar, alcançando praticamente os 40%.

No que se refere às obrigações, desde finais de 2015, Kaldemorgen veio a manter uma visão muito mais construtiva no mercado de crédito. Neste sentido, o gestor mostrou um maior interesse por esta classe de ativo, elevando a sua exposição a obrigações corporativas, especialmente a high yield, ao entender que se trata de um segmento de mercado que se tornou mais atrativo pela rentabilidade que oferece ajustada ao risco. Há exatamente um ano, em outubro de 2015, a exposição do fundo a dívida corporativa era de 12%, uma percentagem que foi incrementando para cerca de 30%, nível sobre o quel se manteve mais ou menos estável. Este movimento teve bons resultados, tendo em consideração que as obrigações corporativas têm sidos das classes de ativos que mais contribuíram para a rentabilidade da estratégia este ano. O aumento da exposição a crédito foi feito à custa da exposição a dívida pública, cujo peso na carteira foi sendo reduzido par os 13,5% atuais.

Por fim, temos o ouro, um dos ativos que Kaldemorgen costuma ter em carteira. A partir de junho, o gestor começou a mostrar uma visão mais construtiva na matéria prima, elevando a sua posição para os 5% que agora ocupa no fundo.

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