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Como é que os investidores de ETFs reagiram no mês de eleições nos EUA?


GutsyNo passado mês de novembro, João Graça, do ActivoBank, conta que o posicionamento “em ETFs demonstrou uma clara mudança de posicionamento consequência dos resultados das eleições norte-americanas”. Segundo o profissional “esse posicionamento claramente bullish para o mercado norte-americano com o aumento expectável do protecionismo da economia, tenderá a beneficiar as PME’s o que levou ao aumento da negociação de ETF’s sobre estes títulos”. Em sentido contrário com a rápida recuperação dos mercados acionistas, “adotar uma posição curta sobre o setor da extração de ouro foi até esta altura uma aposta ganha”. Os mercados emergentes, por seu lado, “continuam a reservar um lugar nas preferências dos investidores de ETFs em particular a China”.  Na Europa, por sua vez,  “o principal ETF para refletir a aposta na contínua recuperação é o Lyxor ETF LevDax assente sobretudo na continuação do QE por parte do BCE”.

 

Captura_de_ecra__2016-12-16__a_s_10Do Banco Best, Carlos Almeida, diretor de investimentos da entidade, explica que em novembro “o foco voltou ao investimento em ações, como espelha o regresso do ETF sobre o S&P 500 que voltou ao top após 6 meses de ausência, e logo para a liderança”. Tal como o nome do produto indica “este ETF tem como objetivo o investimento nas 500 maiores companhias dos EUA, e em mês de eleições este produto com a componente hedged que permite o investimento a 100% no mercado americano com cobertura do risco cambial foi o mais procurado pelos investidores”. O segundo ETF a angariar a atenção dos investidores foi o iShares Gold Producers UCITS ETF USD (Acc) GBP, “que procura acompanhar o desempenho do S&P Commodity Producers Gold Index que oferece exposição às maiores companhias envolvidas na exploração e produção de ouro e produtos relacionados”. No terceiro lugar desta listagem destacam o iShares J.P. Morgan $ EM Bond EUR Hedged UCITS ETF (Dist), que “além da componente de distribuição, é também um produto que visa acompanhar as obrigações de países emergentes mas com a cobertura cambial para reduzir o impacto das flutuações das moedas base dos constituintes face à moeda do fundo”. Aquele que em meses anteriores tem sido o ETF “recorrentemente o mais transacionado pelos investidores, foi o quarto ETF mais negociado”. Falamos do iShares EURO STOXX 50 UCITS ETF (Dist). Por fim, destaque para o iShares Core MSCI World UCITS ETF EUR, que “para além de ter a componente de distribuição oferece ainda a possibilidade de investimento direto numa grande diversidade de empresas dos países mais desenvolvidos do mundo”. 

 

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