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Como ajudar os clientes a gerir a poupança face à reforma


(TRIBUNA de André Themudo, responsável de negócio da BlackRock em Portugal. Comentário patrocinado pela BlackRock)

O desafio da reforma tem-se intensificado à medida que a esperança de vida aumenta em todos os países do mundo. Para fazer face a esta questão vital e cumprir as nossas expectativas financeiras, é importante tomarmos consciência deste repto e estarmos preparados com as melhores ferramentas ao nosso alcance.

Para os investidores é complicado assistir a correções de mercado e não reagir, sobretudo quando o que está em jogo são as poupanças destinadas à reforma. Na BlackRock, queremos recordar cinco fatores essenciais sobre a poupança e o planeamento da reforma, que ajudarão a enfrentar situações de incerteza.

Como costuma acontecer em algumas situações, as vendas massivas nas bolsas recordam-nos o quão difícil pode ser investir. As quedas súbitas de mercado são algo que não podemos evitar. Contudo, o que temos observado, historicamente, é que os mercados já demonstraram ter capacidade de se recuperar. Ainda assim, assistir a quedas de mercado pode ser doloroso, até para os investidores com mais experiência, por isso devemos ajudá-los a ser cautelosos e a agir com prudência.

O primeiro fator-chave que deve ser tido conta é o investimento a longo prazo. Não nos devemos esquecer que os ativos destinados à reforma apresentam uma grande vantagem face à volatilidade – o tempo. Assim, o risco assumido pode ser maior do que quando se trata de um investimento com um objetivo temporal a curto prazo.

Em segundo lugar, devemos reforçar a mensagem da importância de continuar a investir. É muito difícil, para não dizer impossível, saber como e quando o mercado vai atravessar momentos de stress, por isso devemos ser cautelosos. Estas oscilações fazem-nos tomar medidas repentinas e, consequentemente, decisões erradas. Durante estes períodos de volatilidade, os investidores costumam vender e isso pode reduzir as perdas. Contudo, regressar ao mercado no momento certo é muito difícil e os lucros podem vir a ser afetados. De facto, os dias bons e maus tendem a agrupar-se: dos 25 piores dias de mercado entre 1998 e 2017, 23 ocorreram a menos de um mês de um dos 25 melhores dias, de acordo com dados da Morningstar de 31/12/2017.

A forma de investir também não deve ser menosprezada. É importante relembrarmo-nos que fazer aplicações periódicas contribui para criar hábitos de poupança e pode melhorar a rentabilidade quando os mercados atravessam períodos de volatilidade.

Outro elemento que devemos considerar é a diversificação. Uma carteira bem distribuída, quanto ao tipo de produto e regiões, pode ajudar a aumentar a sua estabilidade e registar um melhor comportamento em fases de recessão acentuada.

O quinto elemento é a liquidez. Se o cliente concentra todas as suas poupanças em produtos conservadores, corre o risco de não conseguir crescer a longo prazo (sobretudo se acrescentarmos a variável da inflação). No entanto, se acreditar que poderá precisar do seu dinheiro disponível nos próximos anos, poderá considerar a opção de manter uma parte em instrumentos mais líquidos – através de obrigações Investment Grade ou contas poupança, por exemplo – à parte dos investimentos a longo prazo.

As quedas indiscriminadas dos mercados são uma preocupação para todos os investidores; por isso é crucial ter presente os objetivos e horizonte de investimento, e manter-se firme tanto em bull markets como em bear markets. Por isso, a melhor estratégia possível é através de uma carteira diversificada e preparada para enfrentar diferentes contextos de mercado.

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