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Comissões de Bancassurance e ativos em seguros de investimento são o destaque positivo dos resultados do BCP


O resultado líquido consolidado do Millennium bcp atingiu os 169,8 milhões de euros durante os primeiros seis meses de 2019, o que se traduz num aumento de 12,7% face aos 150,6 milhões de euros do igual período do ano anterior. Segundo a própria instituição bancária, esta evolução foi determinada pelo bom desempenho da atividade em Portugal, com um menor contributo da atividade internacional face ao semestre homólogo do ano anterior. O resultado do semestre inclui um ganho de 13,5 milhões de euros, resultante da alienação do Grupo Planfipsa em fevereiro de 2019, refletido como resultados de operações descontinuadas ou em descontinuação. Já no que se refere à atividade em Portugal, o resultado líquido evidenciou um crescimento de 23,2% face aos 59,0 milhões de euros alcançados no primeiro semestre de 2018, totalizando 72,7 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2019.

No primeiro semestre de 2019, as comissões líquidas totalizaram 342,2 milhões de euros, praticamente em linha com o mesmo período do ano anterior. De destacar a evolução díspar das comissões de Bancassurance e Gestão de ativos, com as primeiras a registar um crescimento de 8,5% para 58 milhões de euros, enquanto as segundas recuaram 13,3% para os 19,4 milhões de euros. 

 

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Na atividade em Portugal, os recursos totais de clientes situaram-se em 55.638 milhões de euros em 30 de junho de 2019, refletindo uma subida de 4,9% face aos 53.049 milhões de euros relevados em igual data do ano anterior. Apesar de esta evolução se dever sobretudo ao desempenho dos depósitos e outros recursos de clientes, os recursos de clientes fora de balanço também contribuíram para esta evolução favorável, determinada pelo acréscimo de 1.076 milhões de euros evidenciado pelos seguros de poupança e de investimento, parcialmente absorvido pela redução ocorrida nos ativos distribuídos.

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Fundo de Pensões

Relativamente ao fundo de pensões da instituição financeira e apesar da rentabilidade praticamente nula durante o ano de 2018, vemos que o comportamento da carteira de investimentos durante o primeiro semestre de 2019, que se traduziu numa rentabilidade de 4,7%, ajudou a equilibrar a situação. 

No entanto, verificamos que foi também alterada a taxa de desconto do fundo, de 2,1% para 1,6%, refletindo, segundo o banco, a descida das taxas de mercado, que se traduz também na taxa de rentabilidade prevista do fundo. O semestre terminou assim com uma cobertura das responsabilidades na ordem dos 96%, inferior àquela com que terminou o ano. 

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