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Comissões da gestão de activos do BCP sobem para 10 milhões


 

As comissões da gestão de activos do Millennium BCP atingiram 10 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, num período em que as comissões totais desceram, pressionadas pelo decréscimo da actividade em Portugal.

De acordo com o comunicado de resultados dos três meses deste ano, as comissões da gestão de activos consolidadas tiveram um crescimento de 0,2%, ou de cerca de 100 mil euros, face aos 9,9 milhões registados entre Janeiro e Março de 2012. Considerando apenas Portugal, as comissões da gestão de activos tiveram um decréscimo homólogo de 12,1%, passando para 4,2 milhões de euros, de 4,8 milhões.

No total, as comissões relacionadas com mercados, que incluem ainda as das operações sobre títulos, tiveram um aumento de 4,3% para 29,3 milhões de euros em termos consolidados, ficando estáveis em 14,2 milhões de euros considerando apenas a actividade em Portugal.

No total, as comissões líquidas do BCP em Portugal situaram-se em 106,9 milhões de euros, menos 6,7% que em 2012, enquanto nas operações internacionais atingiram 56,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 11,2%.

Assim, o montante consolidado das comissões líquidas totalizou 163,1 milhões de euros, no final de Março, menos 1,2% que em igual período do ano passado. Este desempenho evidencia fundamentalmente, refere o banco no comunicado, “a diminuição das comissões relacionadas com o negócio bancário (-0,9%), induzida pelos menores níveis de actividade em Portugal, não obstante o crescimento de 12,1% na actividade internacional; e o aumento das comissões relacionadas com os mercados financeiros (+4,3%), traduzindo o aumento de 8,6% na actividade internacional, verificado na generalidade das operações”.

O Millennium BCP teve um resultado líquido consolidado negativo em 152 milhões de euros, nos primeiros três meses deste ano, o que compara com um lucro de 48 milhões de euros, em igual período do ano passado. Face a 2012, o resultado “foi penalizado pela actividade em Portugal, reflectindo a evolução do produto bancário e o reforço das dotações para perdas por imparidade do crédito, não obstante a redução dos custos operacionais, determinada pelos desempenhos dos custos com o pessoal e dos outros gastos administrativos”, refere o BCP, no comunicado dos resultados trimestrais.

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