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Cinco razões para investir ativamente em green bonds


(TRIBUNA de Bram Bos, Gestor de portefólio de green bonds na NN Investment Partners. Comentário patrocinado pela NN Investment Partners.)

Quão verde é verde? Muitos investidores enfrentam esta questão quando são confrontados com a gama cada vez maior de opções de investimento responsável oferecidas. Estes são “auto-demoninados” instrumentos e frequentemente é difícil identificar como é que os lucros vão ser utilizados. Na NN Investment Partenrs (NN IP), optamos por uma abordagem ativa já que acreditamos que isto nos ajuda a selecionar as green bonds certas, a atingir um grau mais elevado de impacto e a reforçar os retornos ajustados ao risco. Em seguida identificamos cinco razões para investir ativamente em green bonds.

Focamo-nos no investimento responsável para ajudar os nossos clientes a atingir os seus objetivos de investimento responsável, entregar retornos atrativos e ajudar a construir um futuro sustentável. Fazemos isto ao aplicar uma abordagem de investimento ativa, transparente e integrada. Os critérios ESG estão incorporados no processo de investimento para 176 mil milhões dos nossos ativos sob gestão (66%). Isto inclui especificamente duas gamas de produtos com um foco ainda maior nos critérios ESG – as nossas estratégias sustentáveis que incorporam uma clara inclinação para o lado das oportunidades de sustentabilidade e os nossos produtos de impacto, incluindo a nossa estratégia green bond, que tem como alvo empresas que têm uma clara contribuição positiva para os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU.

Há quatro anos que estamos ativos no mercado de green bonds e testemunhámos um dramático aumento nas emissões – com o mercado a crescer de 17 mil milhões de euros em 2014 para 460 mil milhões em setembro de 2019. Este crescimento também é refletido no nosso fundo NN (L) Green Bond, onde os ativos sob gestão cresceram de 20 milhões de euros (fevereiro de 2016) para mais de mil milhões de euros (fim de julho de 2019). A base crescente de emissores de mercado, tanto em termos sectoriais como geográficos, ajudou esta classe de ativos a estabelecer-se como uma escolha viável para investidores de fixed income que desejam ter um impacto positivo. Mas quais são os benefícios de optar uma estratégia ativa?

1. Excluir green bonds controversas

Disponibilidade inconsistente de dados significa que é difícil estabelecer exatamente o quão verdes são as obrigações. As empresas podem emitir obrigações verdes sem ter nenhuma intenção de abordar problemas de sustentabilidade centrais. Como a maioria dos provedores de green bonds tentam replicar o índice, tendem a olhar apenas para o quão verde é o projeto, em vez de olhar para a empresa. Na NN IP acreditamos que os investidores precisam de abordar tanto os indicadores quantitativos quanto qualitativos a nível do projeto, de empresa e até do mercado, e é por isso que os nossos analistas e gestores de portefólios realizam as suas próprias avaliações rigorosas das atividades de uma empresa, planos futuros e intenção de melhorar práticas de negócio.

 

2. Maior compromisso

Em contraste com as suas contrapartes passivas, os investidores ativos comprometem-se proactivamente com os emissores de green bonds. O mercado de green bonds está rapidamente a desenvolver-se com novos sectores a entrar na arena e o compromisso desempenha um papel crucial na nossa abordagem ao ajudar-nos a descobrir um emissor e as suas intenções antes de lhe pôr um rótulo verde ou não verde. Este diálogo também nos permite aconselhar os emissores sobre as melhores práticas para melhorar a sua sustentabilidade. Na primeira metade de 2019, comprometemo-nos com 40 emissores a operar em nove sectores diferentes por todo o mundo e estamos contentes por ver um aumento dos esforços corporativos para integrar a sustentabilidade mais plenamente nos negócios e em mais transparência nos relatórios.

3. Relatórios detalhados; maior transparência

Relatórios regulares e transparentes estão a tornar-se numa poderosa ferramenta no universo das green bonds. Além de olhar para as emissões de CO2, monitorizamos se empresas alinham as suas emissões de green bonds com os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), que são uma ferramenta essencial para abordar os desafios de sustentabilidade global. Porém, apesar da necessidade de relatórios de impacto dos investidores e das diretrizes de mercado dos fornecedores, tais como Climate Bond Iniciative (CBI), Green Bond Principles (GBP), e a taxonomia da UE, emissores de green bonds apenas têm um compromisso voluntário com o reporte da sua contribuição para as mudanças climáticas. Como resultado, provedores de fundos passivos não são obrigados a aceder a nenhum destes aspetos.

Reporting NN IP Green Bond Strategy (julho de 2019)  nn

Source: NN Investment Partners (julho 2019)

4. Baixos custos de transação

ETFs replicam o índice e oferecem um solução líquida, de baixo custo e transparente para os investidores ganharem exposição aos mercados de green bonds, enquanto a gestão ativa incorre em custos mais altos devido aos recursos necessários para realizar um processo de due diligence nos emissores, ao mesmo tempo que desenvolvem atividades de participação e elaboração de relatórios. Mas, no que toca ao rebalanceamento do portefólio, gestores ativos de fundos de impacto, podem ter uma vantagem financeira. Podem subscrever novas emissões, enquanto investidores passivos têm de esperar até que as obrigações entrem no mercado secundário e se tornem parte do benchmark. Isto poupa custos de transação (esses estão no mercado principal) e permite a investidores ativos comprar emissões atrativas antes dos seus pares passivos consigam investir.

5. Posições menos concentradas

Os índices tendem a colocar mais peso nos grandes devedores no universo das obrigações. Por exemplo, os emissores domiciliados em França representam quase 31% do MSCI Euro Green Bond Index, 12,5% dos quais  são atribuíveis a um emissor – a República de França. Isso significa que os provedores de fundos com restrições de benchmark acabam por alocar um terço do seu capital disponível para um país e mais de um décimo para um único emissor. Emissores ativos de fundos como a NN IP podem ser seletivos e adotar uma visão de alta convicção sobre os investimentos, tanto da perspetiva fundamental quanto da ESG, permitindo que construam portefólios mais diversificados e menos concentrados e direcionem os títulos que oferecem o melhor potencial de retorno e impacto.

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