Cinco gráficos que convidam a refletir sobre o posicionamento da minha carteira


No atual contexto de mercado, o qual está envolvido em incerteza, às vezes é necessário parar para pensar no que está a acontecer para não se tomarem decisões de investimento erradas. Neste sentido, o International Media Summit da J.P. Morgan Asset Management, que este ano a entidade celebrou de forma virtual devido à pandemia, contou entre outros com a participação de Karen Ward, estratega chefe da gestora para a região EMEA, e Bob Michele, diretor de Investimentos de Obrigações Globais. Os profissionais expuseram cinco gráficos, todos eles extraídos do Guia dos Mercados, que convidam os investidores a refletir sobre como devem aforrar no contexto atual e sobre o posicionamento das suas carteiras.

Cuidado com os desequilíbrios nas carteiras “A COVID-19 provocou uma grande dispersão nos mercados. Sabemos quem foram os vencedores e os perdedores. Tudo o que está relacionado com a tecnologia e com o comércio online viu-se reforçado, enquanto os negócios mais ligados ao contacto social sofreram. Tenha cuidado no que toca a manter uma carteira demasiado baseada em temáticas que funcionaram bem. A narrativa poderá mudar de um dia para o outro a nível setorial, geográfico ou por estilos. O cenário core é benigno, mas os tail risks aumentaram. A curto prazo, contar com uma carteira equilibrada é vital”, sublinha Ward.

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Recorde as propriedades das obrigações e fique com a que melhor oferece. É evidente que nos mercados de obrigações não se torna nada fácil obter yield. Mas, segundo Ward, isso não significa que as emissões de dívida não desempenhem um papel importante na carteira. “Fornecem diversificação”, recorda. A seu ver, o interessante é procurar oportunidades nos segmentos de mercado que apresentem uma baixa correlação com as ações e, ao mesmo tempo, ofereçam uma yield interessante. “Isto é o que acontece, por exemplo, com a dívida chinesa em moeda local”, destaca.

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Cuidado ao atrever-se a antecipar qual será a resposta do mercado ao resultado das eleições dos Estados Unidos. Os comícios que celebra o país são uma grande fonte de incerteza para os investidores. O conselho que oferece a economista chefe da J.P. Morgan AM sobre este tema é claro: “cuidado com manter uma forte convicção sobre qual vai ser o resultado eleitoral e, sobretudo, sobre como vai afetar os mercados financeiros. Esteja preparado para qualquer cenário. Nem sequer sabemos quais serão as prioridades de ambos os candidatos no caso de serem eleitos”.

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Nem tudo o que há no mercado de obrigações é matéria de default. É evidente que nesta crise da COVID-19, que provocou a maior recessão da história, muitas empresas vão sofrer. Não obstante, nem todas as emissões de dívida têm um alto risco de default. “As empresas estão a aumentar muito a sua liquidez. Se analisarmos o mercado de crédito global, podemos observar que 99,4% das obrigações não estão em perigo de cair em incumprimento. Se tomarmos como referência o mercado de high yield global, a percentagem é de 94,3%”, refere Michele. “O ponto-chave está em saber identificar os vencedores e evitar os perdedores”.

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O ponto-chave sobre a evolução da economia é médico. Tal como explica Ward, as economias foram recuperando do choque inicial, mas a atividade está a estabilizar-se em níveis inferiores aos que estavam antes do surgimento da pandemia. “A recuperação ver-se-á limitada até que apareça uma vacina que nos permita regressar completamente à normalidade”, conclui a especialista.

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