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Chart of the Week - Produção petrolífera: a reconquista norte-americana


(O  'Chart of the Week' desta semana é da autoria de José Barreiros, da equipa de Gestão Discricionária da GNB - Gestão de Ativos)

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No passado dia 14, duas instalações petrolíferas da Arábia Saudita foram alvo de um ataque de drones, prejudicando 5% da produção mundial de crude. Na primeira sessão de bolsa após o ataque, o crude valorizou Gesta_opatrimo_nios_2018__1_14.7%, a maior subida diária desde o início da Guerra do Golfo em 1991; mas na sessão seguinte, a cotação regrediu 5.7%, não só porque os danos deverão ser ultrapassados a breve prazo, mas também, porque outros países produtores se mostraram capazes de aumentar a oferta de crude.

E é neste ponto que o chart of the week desta semana se concentra: na produção petrolífera dos EUA e na sua evolução ao longo do tempo:

 - de 1910 até ao princípio dos anos 70 a produção de crude norte-americana foi sempre crescente, tendo atingido o máximo de então de quase 10 milhões de barris / dia;

- desde o início da década de 70 até 2008, a produção de crude dos EUA reduziu-se para metade;

 - de 2008 até à data, o sector petrolífero norte-americano fez uma extraordinária recuperação na sua capacidade produtiva, atingindo actualmente os 11 milhões de barris / dia, beneficiando, também aqui, de importantes inovações tecnológicas na forma de extrair o crude. Consequentemente, os EUA passaram a exportar cerca de 2 milhões de barris / dia em 2018.

Mais importante ainda, ficou exposta a capacidade e a flexibilidade do sector petrolífero norte-americano de aumentar a sua produção de crude, pelo que a interrupção temporária de 5% da produção mundial não será um grande problema para resolver.

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