Chart of the Week – Melhorias na produtividade suportam pausa da Fed


O 'Chart of the Week' desta semana é da autoria de Tiago Rabaça, da equipa de Asset Allocation​ do Millennium BCP)

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Durante 2018, foram recorrentes as preocupações sobre um eventual “overheating” da economia norte-Tiago Rabaça - Millennium BCPamericana, acentuadas por um estímulo fiscal adicional num contexto de “pleno-emprego”. Objetivamente, estas preocupações têm tardado em materializar-se, com a inflação nos Estados Unidos ainda sem mostrar sinais claros de aceleração. No mesmo sentido, a Fed continua a estimar que a inflação core não ultrapasse o objetivo de 2% de maneira sustentada pelo menos até 2021.

Entretanto, a produtividade das empresas acelerou em 2018 (+1.8%yoy no 4º Trimestre), o que ajuda a explicar a aparente falta de pressões inflacionistas num contexto de “pleno-emprego”. Apesar da aceleração dos salários, os ganhos de produtividade têm limitado o aumento dos unit labour costs (custo do trabalho por unidade produzida): “trabalhadores mais caros mas proporcionalmente mais produtivos” não são um problema para as margens de lucro. Os unit labour costs tendem a ser um indicador avançado da inflação core, por refletirem a necessidade das empresas alterarem preços de venda para preservarem margens de lucro.

Se sustentadas, as melhorias na produtividade suportam a visão da Fed sobre a inflação e, como consequência, a pausa na subida das taxas de juro de referência, sinalizada em janeiro de 2019 e reiterada na reunião desta semana, desde que a aceleração dos salários permaneça modesta.

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