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Chart of the Week - Investing in SHE


(O Chart of the Week desta semana é da autoria de Sandra Costeira, CFA, da equipa de gestão discricionária de carteiras da GNB Gestão de Ativos)

SHE

A exploração, na abordagem da gestão de ativos, da diversidade de género, tem conquistado popularidade.  O ETF SPDR Gender Diversity, “SHE” para os mais íntimos, é o primeiro a assumir efetivamente este desafio: criado em Março 2016, rapidamente superou os $350 mln de ativos sob gestão.

SHE pretende replicar o índice SSGA* Gender Diversity Index – um índice de empresas americanas large cap, que em cada setor,  têm maior proporção de mulheres em cargos  de liderança sénior, garantindo ainda que pelo menos uma delas seja CEO ou board member  - permitindo assim aos investidores, alocar o seu capital diretamente às empresas que abraçam também esta diversidade. O objetivo do SHE é atingir retornos de mercado, mas investindo em empresas que cumpram a sua parte nesta matéria, ao apostarem numa diversidade de género na liderança – desde logo superior às suas concorrentes.

O velho e básico princípio de diversificação, agora enquadrado na vertente homem – mulher; como bem observado nas palavras de Lynn Blake, CFAresponsável da equipa de gestão do SHE:  “... greater diversity leads to better decision making and better corporate performance.... When there is greater diversity, whether it is at the firm level, team level, or even just in a meeting, the dialogue and dynamic of that group is different — which leads to a very different organizational culture, and, I would argue, better discussion, more challenge, stronger innovation, and ultimately a better result.”

Sandra Costeira_GNBGADiversos research atestam e validam estas ideias, com origem em casas como a McKinsey ou a Credit Suisse. Destaque para o paper da MSCI, já de 2015: “Women on Boards: Global Trends in Gender Diversity on Corporate Boards” - que conclui que uma forte liderança feminina pode impactar o RoE de forma positiva, a par de menores problemas relacionados com o governance.

Provavelmente não seria preciso um ETF para o demonstrar, mas géneros à parte, fica esta partilha e a convicção que estamos no bom caminho: a diversidade é positiva.

* SSGA – State Street Global Advisors

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