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Cenário económico brasileiro continua a desafiar a gestão de fundos


O pior cenário económico, no Brasil, com os principais indicadores do mercado financeiro em queda - o IMA-Geral recuou, em Junho, 1,52% e o Ibovespa 11,31%, assim como a subida de 3,93% do dólar tem vindo a afectar o desempenho da indústria de fundos.  

Portanto, os fundos cambiais voltaram a apresentar a maior rendibilidade (3,93%) da indústria, no final do mês passado e pelo segundo mês consecutivo.Já os fundos referenciado DI e curto prazo, menos expostos ao enquadramento económico, registaram os melhores resultados entre os fundos com património líquido (PL) representativo, 0,61% e 0,60%, respectivamente.

Os fundos de acções foram os mais prejudicados pela queda de 11,31% do Ibovespa. Embora todos os fundos da categoria tenham registado recuo no primeiro semestre, aqueles com gestão activa conseguiram minimizar as perdas de 22,14% acumuladas pelo índice no período. A categoria que tem vindo a despertar maior interesse entre os investidores pelo conceito de diversificação e procura de fontes alternativas de rendimento - os Multimercados - também foram penalizados no mês de Junho. A categoria caiu, em média, 3,43%.

Portanto, o panorama no primeiro semestre não foi muito diferente do observado no último mês. Os fundos cambiais apresentam-se como os que têm a maior rendibilidade da indústria no período, 9,28%, beneficiados pela alta de 8,42% acumulada pelo dólar no ano. Entre os fundos com PL representativo, o destaque ficou para os tipos' Long and Short' Direcional e Neutro, com valorização de 5,45% e 5,32% respectivamente. No mesmo período, a parcela de operações compromissadas nas carteiras dos fundos aumentou 25,3%.

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