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Capital de risco nacional realizou 1700 operações de investimento em 2016


No ano de 2016, foram 114 as empresas onde o capital de risco investiu. No total, contabilizaram-se 1.700 operações de investimento, 71 delas referentes a investimentos de SCR e de FCR em unidades de participação de fundos de capital de risco, 894 em “outros investimentos” e 735 a operações sobre “participações sociais”.

O relatório anual da atividade de capital de risco, da CMVM, refere também que o valor do investimento em “participações sociais” em empresas não residentes aumentou 5,5% no ano. O mesmo não aconteceu com as empresas residentes, cujo valor baixou 8,1%. Esta tendência verifica-se tanto nos FCR como nas SCR.

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Em relação às restantes categorias, os valores oscilaram. Os "outros investimentos” correspondiam no final do ano a 2,5 mil milhões de euros (inferior ao ano anterior nas empresas residente e não residentes); os “suprimentos” atingiram os 752,9 milhões de euros; a rubrica “empréstimos” acentuou o seu crescimento, passando de 707,7 milhões de euros em 2015 para 709,2 milhões em 2016; já “outros ativos afetos ao investimento em capital de risco” aumentou substancialmente para 612,3 milhões de euros, correspondendo a 13,2% do total dos ativos sob gestão.

Segundo o relatório, o valor médio das participações em sociedades por quotas é inferior ao das sociedades anónimas e ao das unidades de participação de FCR, embora estejam em crescimento. A rubrica “depósitos e outros meios líquidos afetos ao capital de risco” diminuiu em cerca 13,0 milhões de euros, sendo que essa diminuição da liquidez pode indiciar uma “reversão da evolução das oportunidades de investimento atuais ou uma melhor gestão de liquidez pelas SCR, devolvendo aos participantes o montante resultante das alienações”.

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