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Calouste Gulbenkian termina 2017 com 3 mil milhões de euros de ativos totais


Depois de em 2017 a Fundação Calouste Gulbenkian ter anunciado negociações para a venda da Partex BV à CEFC Energy, empresa da República Popular da China, um volte-face acabou por acontecer. Apesar de o memorando de entendimento sobre os termos de uma eventual transação já ter sido celebrado entre as duas entidades, a venda acabou por não se concretizar. No seu Relatório & Contas de 2017, a Fundação Calouste Gulbenkian esclarece o motivo da não realização da operação. Pode ler-se que “na sequência de notícias vindas a público sobre a situação do grupo chinês e face à incapacidade desta empresa em as esclarecer cabalmente junto da Fundação, concluiu-se que não existem condições para continuar as conversações”, explicam, garantindo contudo que “a Fundação dará continuidade ao processo de venda da Partex, tendo em conta os melhores interesses da Fundação e da empresa”.

Precisamente os ativos petrolíferos detidos através da Partex Oil & Gas beneficiaram, em 2017,  da “recuperação progressiva do preço do petróleo, proporcionando bons resultados operacionais”, pode ler-se na mensagem de Isabel Mota, atual presidente da Fundação.

3 mil milhões de euros de ativos totais

Mas os bons resultados não se ficaram por aí. A carteira de investimentos da entidade alcançou um retorno de 9,6% em 2017, resultado, referem, “de um bom desempenho dos mercados financeiros internacionais”, em aliança “com uma gestão profissional”. "O retorno total dos investimentos, em combinação com uma política de contenção e flexibilização dos custos de funcionamento da Fundação", acrescentam, permitiu à Fundação chegar ao final de 2017 com um acréscimo nos seus ativos totais de 1,4% face a 2016, o que se traduziu em 3 mil milhões de euros de ativos totais (em 2016 totalizam 2.884 milhões de euros). Os ativos financeiros da entidade, que se cifram em 2.409,9 milhões de euros e correspondem concretamente à carteira de investimentos da entidade, registaram um acréscimo de 165,0 milhões de euros, o que foi correspondente a um acréscimo de 165 milhões de euros (+7,3%) face ao final de 2016.

Valor alocado a fundos de ações aumenta

Analisando a rubrica de ativos correntes da Fundação, verifica-se que o valor alocado à rubrica fundos de investimento cresceu de 2016 para 2017, mais concretamente 39%. A Gulbenkian fechou 2017 com 421,82 milhões de euros referentes a fundos de investimento, sendo que deste valor quase 80% é pertencente a fundos de ações – no caso 335,25 milhões de euros. De destacar que os fundos de ações, no final de 2016, apenas somavam 180,41 milhões de euros em carteira. Em sentido inverso seguiram os fundos de liquidez, cujo valor se reduziu em carteira de um ano para o outro: passaram de 48,37 milhões de euros no final de 2016 para 18,86 non termino do ano passado.

Muito embora não seja explícito na demonstração de resultados, tudo leva a crer que o valor investido pela Fundação em ETFs continue a rondar os 1.000 milhões de euros, valor que é apontado na rubrica “Ações – outros títulos de rendimento variável”. Assinale-se que esta ilação aparece suportada pelo facto de em 2016 a Fundação referir no Relatório & Contas desse ano que a carteira tinha passado a ser gerida, em termos gerais, de forma passiva.

 

Gulb 2017

Fonte: Relatório & Contas da Fundação Calouste Gulbenkian em 2017

Recorde-se que a Fundação Calouste Gulbenkian é a Fundação com maior património em Portugal, tendo estes últimos resultados vindo consolidar ainda mais a sua posição no lugar cimeiro desse ranking.

 

 

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