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Caixagest: "Um dos principais desafios na gestão de carteiras e aconselhamento é a adequação da solução de investimento ao cliente"


Como é que o vosso método de gestão se diferencia dos demais?

Com início de atividade em 1990, as competências da Caixagest resultam de uma vasta experiência que a coloca como principal player do setor a operar no mercado nacional, onde é líder na gestão de patrimónios e fundos de investimento mobiliário, possuindo, nessa medida, os meios técnicos e humanos necessários ao desenvolvimento de soluções de investimento que integram diversas classes de ativos, geografias e setores de atividade.

Para além do reconhecimento do mercado que se infere da sua posição de liderança, os modelos de gestão adotados pela Caixagest têm sido distinguidos pela Morningstar ao longo dos anos, tendo, em 2017, recebido as atribuições de “Melhor Sociedade Gestora Nacional Global” – prémio que já havia obtido em 2015 – e, pelo quarto ano consecutivo, de “Melhor Sociedade Gestora Nacional de Obrigações”.

Assim, alicerçados nesta experiência e conscientes da necessidade dos seus Clientes de usufruírem de apoio especializado para a gestão do seu património financeiro, a Caixa Geral de Depósitos e a Caixagest reforçaram, em 2014, a proposta de valor para o segmento de Clientes Upper Affluent com a disponibilização do serviço Wealth Management – Serviço de Aconselhamento Patrimonial.

I - Foco nas necessidades do Cliente e no processo de adequação

A Caixagest considera que um dos principais desafios existentes na gestão de carteiras e aconselhamento financeiro está relacionado com a correta adequação da solução de investimento às caraterísticas dos Clientes.

As soluções apresentadas procuram, assim, corresponder às expetativas dos Clientes em relação aos seus objetivos de investimento, tolerância ao risco, necessidades de liquidez e outras restrições eventualmente existentes, processo de adequação que deverá, ainda, ser consentâneo com a experiência e com o património financeiro de cada um.

O conhecimento profundo de cada Cliente, através de um processo faseado, interativo e recorrente, constitui, assim, um dos pilares fundamentais – e fator distintivo - do Serviço prestado.

II – Processo de investimento, construção de carteiras, seleção de ativos e monitorização de risco

O processo de investimento tem o seu início na construção de um benchmark de referência, diversificado por várias classes de ativos, que seja compatível com os objetivos de rendibilidade do Cliente e ajustado ao seu perfil de risco, restrições e condicionantes.

Trata-se de um benchmark de alocação estratégico, sobre o qual se realiza a função de alocação de ativos, pretendendo-se, depois, que as visões de alocação sejam incorporadas, através de técnicas e modelos de construção de carteiras, nos mandatos de gestão específicos resultantes do já referido processo de adequação ao Cliente.

Uma vez definida a carteira de referência, segue-se a fase de implementação, designadamente com a seleção dos instrumentos específicos para o efeito.

Ao nível tático, a partir das tendências macroeconómicas globais e sua implicação no comportamento das classes de ativos, as equipas de Macroeconomia e de Alocação de Ativos vão definir, em cada momento, quais as classes que irão ser sub ou sobre ponderadas face aos pesos centrais definidos no benchmark (com o objetivo de aumento de retorno ou redução de risco).

A seleção de ativos é desempenhada por profissionais experientes que irão, segundo criteriosos processos quantitativos e qualitativos, selecionar os instrumentos a investir em cada classe. Ao nível dos fundos de investimento, uma das caraterísticas distintivas deste processo consiste na escolha dos melhores fundos considerando o binómio risco/retorno.

Para além deste facto, a subscrição de fundos internacionais através da Caixagest é, maioritariamente, efetuada na classe menos dispendiosa em termos de comissionamento. Assim, existindo a possibilidade, a Caixagest subscreve as classes institucionais dos fundos selecionados, facto que beneficia os Clientes na medida em que estes conseguem aceder a instrumentos com condições de comissionamento mais favoráveis.

Finalmente, a monitorização e controlo do risco das carteiras é efetuada pela equipa de gestão e, adicionalmente, por uma Unidade de Gestão de Risco que atua de forma independente.

- Como é que a MiFID II se reflete no vosso trabalho e que mudanças implementaram por via da regulamentação?

A MiFID II vem reforçar a defesa do Cliente nas suas diferentes componentes, enfatizando a importância do processo de conhecimento deste em todos os momentos da relação comercial, promovendo uma melhor prestação dos Serviços de Aconselhamento.

A proteção ao investidor é, ainda, fomentada através da prevenção da existência de conflitos de interesses, do aumento da transparência das operações dos mercados financeiros, da execução aos melhores preços para o Cliente, bem como através da prestação de informação acrescida e detalhada, nomeadamente em relação aos custos e encargos incorridos.

O Cliente estará assim capacitado para decidir, de forma mais informada e esclarecida, em relação aos custos incorridos, podendo, mais facilmente, efetuar a comparação entre os diferentes intermediários financeiros.

A Caixagest tem pautado a sua atuação por uma elevada preocupação pela inexistência de conflitos de interesses, selecionando os ativos e fundos de forma independente, de acordo com o racional económico-financeiro.

A sociedade gestora tem-se mantido fiel aos seus princípios éticos abstendo-se de receber qualquer comissão por parte de outras sociedades gestoras aquando da seleção dos seus veículos de investimentos, contribuindo, com essa atuação, para um clima de transparência.

Assim, as mudanças provocadas por via da MiFID II na Caixagest refletiram-se, fundamentalmente, no maior detalhe a nível dos custos e encargos incorridos pelo Cliente e no acréscimo da informação recolhida.

(Na foto, a equipa de gestão de patrimónios da Caixagest. De cima para baixo e da esquerda para a direita: Alexandre Antunes, Diogo Laranjo, Bernardo Eça, Francisco Amaral, Renato Pereira, João Florência, Fábio Sequeira, Sofia Torres, António Vaz, Leonor Simões, Filipa Torres, Filipa André e Susana Mendes).
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