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CaixaBank lança uma OPA voluntária sobre o Banco BPI


O CaixaBank anunciou, esta manhã, que irá lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) voluntária sobre todas a ações que não controla do Banco BPI, ou seja, sobre 55,9%. O preço da oferta, por ação, é de 1,113 euros conforme mostra o comunicado oficial da entidade espanhola.

Esta oferta vem depois de não ter sido possível fechar o acordo, de forma satisfatória, com a Santoro Finance para resolver os problemas de concentração dos riscos em Angola por parte do Banco BPI. Face a esta situação, o CaixaBank solicitou ao Banco Central Europeu a suspensão de qualquer procedimento administrativo contra o Banco BPI relacionado com a sua situação de excesso de concentração dos riscos em Angola, com a finalidade de permitir ao CaixaBank encontrar uma solução para esta situação, caso tomasse conta do controlo do Banco BPI, explica a entidade espanhola.

O preço oferecido pelo CaixaBank supõe um valor total de 1.622 milhões de euros. A oferta irá registar-se na Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) depois de receber as autorizações oficiais e se houver a remoção da limitação de 20% dos direitos de voto. Estima-se que a operação esteja concluída durante o terceiro trimestre deste ano.

Aposta no mercado português

O CaixaBank, que chegou ao mercado português há 21 anos com a entrada no Banco BPI, continuará a apoiar a equipa diretiva do banco português, cuja gestão colocou a entidade entre os bancos mais sólidos do mercado nacional. O CaixaBank tem a intenção de continuar a cotar o Banco BPI depois de finalizar a oferta. Depois da OPA, o CaixaBank analisará e irá procurar áreas potenciais de cooperação entre as duas entidades com o objetivo de desenvolver sinergias, reduzir custos e aumentar os lucros. Estima-se que essas potenciais sinergias sejam de 85 milhões de euros em custos a partir do terceiro ano com a sinergia em receitas anuais a serem de 35 milhões de euros.

O Banco BPI é o quinto maior banco nacional em ativos, com cerca de 40.700 milhões de euros, dos quais 33.300 correspondem à sua atividade doméstica. Os créditos ascendem a 24.282 milhões (22.800 em Portugal) e os recursos de clientes a 35.700 milhões de euros (28.800 em Portugal). Em 2015 o seu lucro líquido foi de 236,4 milhões de euros, depois de ter apresentado prejuízos em 2014.

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