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CA Monetário: o melhor fundo do mercado monetário de 2016


Fundos nacionais que investem em “instrumentos do mercado monetário e depósitos bancários de qualidade elevada, unidades de participação de Fundos do Mercado Monetário Curto Prazo e de Fundos do Mercado Monetário”. Esta é a definição presente na Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios - APFIPP - para os fundos do Mercado Monetário.

O segmento é composto por três produtos, sendo que um deles é o maior fundo mobiliário nacional. Trata-se do Caixagest Liquidez que no final de dezembro geria mais de 1.110 milhões de euros. Gerido pela Caixagest, o fundo registou ao longo do ano passado uma rendibilidade de 0,07%. É, também, o único fundo nacional que passa a fasquia dos mil milhões de euros e tinha, em carteira, depósitos a prazo em diversas instituições financeiras nacionais. O Caixagest Liquidez ostenta um Selo Funds People: o de Blockbuster.

CA Monetário liderou categoria

Pelo oitavo ano consecutivo, o CA Monetário é o fundo com melhor performance anual dentro da categoria dos Fundos do Mercado Monetário. Gerido atualmente por José Valente da Crédito Agrícola Gest, o fundo registou ganhos em 2016 de 0,10% líquidas de comissões, um valor superior ao registado ao longo de 2015. Tal como o fundo da Caixagest, também este ostenta o selo de Blockbuster, segundo os critérios da Funds People.

De acordo com a ficha do produto, relativa ao último mês do ano passado, o "investimento total em depósitos foi reduzido face ao fecho do mês anterior e representa sensivelmente 75%" do portefólio do fundo, "devido ao forte crescimento de AUMs nas útlimas semanas de dezembro".

Em termos de papel comercial, a exposição é de 5,2%, com as "emissões de REN, Sumol Compal, Electricidade dos Açores, Banco Sabadell e Banco Popular" a estarem em evidência para o gestor do fundo. "Neste momento estamos a procurar algumas soluções em papel comercial para fazer face a alguns vencimentos que detemos em DP e que não conseguimos renovar a taxas equiparadas, por considerarmos que teremos dentro em breve melhores oportunidades para realocar a liquidez que agora está a ser canalizada para o papel comercial", justifica José Valente na factsheet de dezembro. Com tudo isto refere, ainda, que o objetivo é não passar dos 15% em alocação a papel comercial, com o objetivo a ser o de "manter o fundo em torno dos 10% neste instrumento".

Já para as obrigações de muito curto prazo - inferior a 90 dias - o gestor refere que continuam a "procurar oportunidades", embora ainda não tenham "surgido emissões que satisfaçam esses critérios e desse modo, o risco obrigações, restringido a uma maturidade máxima de 3 meses, mantem-se ausente da carteira".

"De qualquer modo esperamos que o actual movimento de alargamento de spreads de risco na dívida corporate possa permitir a adição de títulos que apresentem uma taxa de retorno superior a um DP para o mesmo prazo. Esta estratégia de diversificação do património deverá continuar a permitir ao fundo entregar rendibilidades que compararam favoravelmente com as taxas de remuneração das aplicações a prazo", conclui o gestor na ficha do produto referente ao último mês de 2016.

Montepio Monetário de Curto Prazo em baixa

O outro produto que faz parte do segmento é gerido pela Montepio Gestão de Activos e denomina-se de Montepio Monetário de Curto Prazo. Em 2016 a sua rendibilidade ficou abaixo dos 0%, com o seu património a fixar-se em dez milhões de euros. O fundo tem como principais investimentos em carteira depósitos a prazo em instituições nacionais.

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