C2 Capital Partners: uma nova página na história da Capital Criativo


C2 Capital Partners logoApós concluir um processo de rebranding que vem assinalar o fim de uma década de intensa atividade e início de uma nova etapa, a sociedade de capital de risco independente Capital Criativo dará lugar, a partir de hoje, à C2 Capital Partners. A sociedade fundada em 2009 aposta assim numa nova marca e imagem, de índole mais internacional, não fosse um dos principais objetivos desta mudança a diversificação e captação de investidores institucionais fora de portas.

Nas palavras de Nuno Gaioso Ribeiro, sócio fundador da C2 Capital Partners, à FundsPeople, proceder a esta alteração de marca e posicionamento revelou-se uma necessidade resultante do crescimento e evolução da sociedade nos últimos 10 anos. “Desde que a sociedade nasceu fomos tendo capacidade de angariar capital e investidores, criar uma carteira de participações, fazê-la crescer e, ao mesmo tempo, reforçar as nossas competências e a equipa de gestão”, expõe o sócio. Em particular, “o aumento muito expressivo de investidores nos nossos fundos e a estratégia global de fundraising” conduziram a esta evolução da marca, que através do novo nome alcança uma “mais evidente identificação com a indústria, uma maior compreensão noutras linguagens e a uma maior representação dos ‘cês’ que estavam presentes na marca inicial: credibilidade, confiança, crescimento, consolidação”, sem prejudicar a continuidade enquanto parceiros de capital das empresas portuguesas.

Contexto e desafios

C2 Capital PartnersO rebranding da antiga Capital Criativo chega num contexto inédito para todas as classes de ativos, incluindo a de private equity, na qual a gestora está mais especializada. Quando questionado sobre o potencial desta classe de ativos, Nuno Gaioso Ribeiro considera que “existem componentes de desafio em especial na gestão das carteiras de participações, que vão desde a gestão financeira até à reinvenção de modelos de negócio”, assim como “oportunidades de investimento, em particular determinadas pela redução dos preços de aquisição”. Contudo, o sócio realça que neste momento, em termos globais, “a destruição de capital e tudo o que isso implica, por exemplo em termos de emprego, é de tal dimensão que nunca se poderá comparar às oportunidades particulares que possam existir no mercado de private equity”.

A importância de uma due dilligence adequada sai por isso reforçada, o que para a sociedade não se revela como um problema. “O processo due diligence sempre foi importante na nossa atividade”, expõe Nuno Gaioso Ribeiro, explicando que “a indústria tem transitado de uma criação de valor mais assente na estruturação financeira e no crescimento natural dos negócios” para uma criação de valor mais baseada na gestão operacional, melhoria da eficiência e da competitividade das participadas. “Nesse aspeto, a seleção e due diligence das sociedades investidas são as primeiras etapas do processo em que se manifestam as competências operacionais das sociedades gestoras”, afirma.

Focando no mercado português, o sócio fundador refere que as limitações em termos de fontes de financiamento do lado da oferta (fundos) fazem com que o mercado nacional ainda “seja de menor dimensão comparativamente com os principais mercados europeus, e ainda mais face ao norte-americano”. Contudo, do lado da procura (empresas), “a maior qualificação dos nossos empreendedores, um clima de negócios mais favorável e a maior atratividade do nosso país para capturar e reter talento humano” têm contribuído favoravelmente para o panorama nacional.

Private equity: a cura para o mal das taxas negativas?

Estas perspetivas positivas sobre a conjuntura portuguesa alinham-se especialmente bem com o potencial do private equity em termos de rentabilidade, especialmente no contexto de taxas negativas vigente. “O rendimento reduzido ou nulo dos produtos de rendimento fixo tende a aumentar a exposição dos investidores aos produtos de ações, de rendimento variável” tendencialmente com níveis consequentemente maiores de risco e rentabilidade, elabora Nuno Gaioso Ribeiro, que coloca a indústria de private equity “no lado mais extremo do binómio risco/rentabilidade” e como uma possível escolha para os investidores “obterem retornos globais aceitáveis”. “A nossa indústria tem crescido bastante com esse efeito, em termos mundiais. Relembro que desde que há informação estatística, os retornos médios da indústria de private equity se situam sempre na casa dos dois dígitos, na Europa e nos EUA. Ou seja, como comportamos risco de capital teremos que ter necessariamente retornos muito mais elevados, ajustados a esse risco”, sentencia.

A agora C2 Capital Partners consolidou uma posição de referência no mercado nacional de private equity nos últimos 10 anos, gerindo neste momento cerca de 430 milhões de euros de ativos sob gestão e participações no capital de 25 empresas dos mais diversos setores de atividade e cerca de 15 ativos na carteira de investimentos alternativos. A equipa de 15 colaboradores com experiência acumulada na área de gestão de private equity tem a seu cargo a gestão de seis fundos.

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