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Brexit ou Bremain? Eis a questão


O mercado está claramente dependente do resultado do referendo no Reino Unido sobre a permanência na UE, flutuando à boleia das sondagens que vão sendo reveladas.

O assassinato da trabalhista Jo Cox parece ter mudado o tom da campanha e as expectativas quanto ao resultado final. Com as intenções de voto de ambas as facções muito perto, é grande a incerteza e o nervosismo no mercado.
 

Parece-me que o Bremain irá prevalecer, mas nada será como dantes.

Se tal acontecer será a primeira vez, em dez anos, que cidadãos europeus sujeitos a votos em relação à União Europeia votam para permanecer.

Se a margem da vitória do Bremain for pequena, como as sondagens antecipam, Cameron não terá muita margem de manobra no futuro e neste momento parece mais provável a saída de Cameron do que o Brexit.
 

Para a Europa será um balão de oxigénio, com os responsáveis europeus a aproveitar a maré e avançar com a ideia de que a UE está cada vez mais forte e solidária.

Nada mais errado.

O tempo irá desmascarar esses falsos profetas, que continuam a reclamar a Europa como o exemplo de uma sociedade moderna.
 

No outro lado do Atlântico, Janet Yellen manteve o tom cauteloso, confirmando que o ritmo lento de subida de taxas é o mais adequado, com o recente abrandamento do ritmo de criação de emprego a dar razão a esta aproximação cautelosa.

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