Brasil é foco principal dos produtos emergentes das gestoras portuguesas


O crescimento do Brasil e os diversos indicadores económicos que, nos últimos anos, sustentam a tese de investimento neste mercado emergente, foi claramente seguido pelas gestoras portuguesas. Para além disso o conhecimento deste mercado, por parte de algumas que aí têm presença ou parcerias, permitiu-lhes construir uma série de estratégias de alocação e gestão de activos em torno dos activos brasileiros.
 
No total existem cinco entidades com fundos investidos no mercado brasileiro: Banif, BPI GA, Dunas, ESAF e Optimize. Os fundos oferecidos são quatro de alocação, Dunas Banco BIC Brasil, Banif Asia, Banif Brasil, ES Brasil e BPI Brasil. Os outros dois disponíveis são fundos de acções tradicionais - o BPI Brasil Valor FEI e Optimize Carregosa Brasil Val.
 
Os produtos emergentes, segundo mostram dados da Morningstar, são a melhor via para alcançar rendibilidades anuais de dois dígitos no longo prazo. A rendibilidade média dos fundos de bolsa emergente é de 9,26% nos últimos dez anos. Todos os fundos de bolsa com mais de dez anos de história ganham mais de 8,6% anual. O BPI Brasil e o Caixagest Acções Oriente superam os 10% nos últimos dez anos.
 
A Montepio Gestão de Activos é a gestora portuguesa que apresenta uma estratégia diferente no investimento em emergentes, uma vez que o faz através de um fundo de obrigações - o Montepio Mercados Emergentes que ultrapassa os 6% a dez anos. 

Nos últimos seis meses e progressivamente até ao último mês, devido à desaceleração do crescimento no Brasil e na China, os produtos emergentes têm visto as rendibilidades a baixarem e mesmo a entrarem em terreno negativo. Pela positiva e resiliente mantém-se o Caixagest Mix Emergentes, um fundo especial de investimento, garantido, que a seis meses apresenta uma rendibilidade de 25,97%.

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