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BPI Seleção é o multiativo mais rentável nos últimos seis meses


Dos 26 fundos multiativos geridos por entidades associadas na APFIPP, 23 tiveram rentabilidade positiva nos últimos seis meses. É uma das conclusões dos dados de 31 de março publicados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios.

A associação divide este tipo de fundos em Fundos Multiativos Defensivos, Fundos Multiativos Equilibrados e Fundos Multiativos Agressivos. Os primeiros são produtos que não investem mais de 35% em ações, ao passo que nos equilibrados a componente accionista é entre 35% e 65%. Já nos fundos agressivos, o investimento em ações corresponde a no mínimo 65% da carteira.

BPI Seleção lidera com 10,70%

É o único com uma rentabilidade de dois dígitos e é o produto em destaque. O BPI Seleção, gerido pela BPI Gestão de Activos, é o fundo multiativo mais rentável dos últimos seis meses, de acordo com os dados da APFIPP, que o coloca na categoria de Equilibrados. Uma classificação que se deve à política de investimento do próprio fundo: “O Fundo investe entre 50% e 66% em fundos de ações, assegurando uma carteira diversificada a nível mundial”, pode ler-se na última ficha mensal disponibilizada, que revela que nesse mês o valor alocado a ações era de 53%

Este fundo, que tem cerca de 8 milhões de euros de volume sob gestão, teve uma rentabilidade de 10,70% nos últimos seis meses. Na ficha de produto de fevereiro, o gestor chamava a atenção para o facto de o fundo ter beneficiado com a “forte performance dos mercados acionistas a nível global”, adiantando que “o BPI Selecção teve na componente acionista o principal contribuidor para a rentabilidade com os fundos BPI América, BPI Europa e BPI Ásia Pacífico a destacarem-se”, três dos principais ativos em carteira deste fundo.

Nove fundos com rentabilidades acima dos 5%

Entre os produtos que tiveram rentabilidade positiva nos últimos seis meses, nove destacam-se por terem apresentado um valor superior a 5% (ver tabela). Logo a seguir ao BPI Seleção surge o Montepio Multi Gestão Dinâmica, da Montepio Gestão de Activos, com uma rentabilidade de 9,92%. Este fundo, inserido na categoria de multiativo agressivo pela APFIPP, geria em fevereiro cerca de 6,69 milhões de euros.

Em terceiro lugar está outro produto da mesma sociedade gestora. É o Montepio Multi Gestão Mercados Emergentes, que obteve uma rentabilidade de 8,34%. Este fundo, “tem como objetivo a maximização da rentabilidade mediante uma estratégia de investimento com os riscos inerentes às ações e aos mercados emergentes”, sendo que por mercados emergentes se entendem “os mercados de Países com rendimento per capita baixo ou médio, que registam forte ritmo de crescimento económico e onde possa decorrer um processo de implementação de um programa de reformas económicas”. O valor total da carteira em fevereiro era de 7,2 milhões de euros.

Na quarta posição ficou o Montepio Global, também sob a alçada da Montepio Gestão de Activos. O fundo misto, classificado pela APFIPP como equilibrado, obteve retornos de 7,14% no período em análise. De acordo com a sociedade gestora, este é “um fundo de Investimento com risco médio e com uma perspetiva de investimento em obrigações (taxa indexada e fixa) e ações, no mercado nacional e internacional”, sendo a gestão deste produto feita “com base numa seleção exaustiva de oportunidades, conciliação de riscos e estratégia de investimentos diversificada”. O propósito deste produto é “proporcionar um retorno médio que incorpore um prémio relativamente às taxas de juro do mercado monetário”. 

A fechar o top 5 está o Popular Global 75, gerido pela Popular Gestão de Activos, que registou uma rentabilidade de 6,91%. Este fundo de investimento aplica entre 65% e 85% em unidades de participação de fundos de ações. Na ficha relativa a 31 de março, a composição da carteira do produto contemplava 78,30% em ações, sendo estas na sua maioria da Europa (35,26%) ou dos EUA (30,55%).

Veja na tabela todos os fundos que obtiveram rentabilidades superiores a 5% nos últimos seis meses. 

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Fonte: APFIPP, a 31 de março de 2017.
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