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BPI Gestão de Activos melhor sociedade gestora nacional e melhor gestora de acções


Qual é a chave do sucesso do prémio melhor gestora nacional? Qual o segredo da sustentabilidade do prémio melhor gestora de acções?
O reconhecimento da BPI Gestão de Activos enquanto melhor sociedade gestora nacional de acções resulta da aplicação de uma fórmula de cálculo baseada em variáveis quantitativas estabelecidas pela Morningstar, relacionadas com a performance e a volatilidade dos fundos comercializados em Portugal. A obtenção deste prémio surge como consequência natural de uma política de investimento baseada em processos de avaliação de empresas sólidos e sustentados, quer do ponto de vista fundamental, quer com recurso a métodos quantitativos e a adopção de mecanismos de limitação de risco.
Qual a vossa filosofia de gestão? Qual é o vosso processo de investimento no que refere aos fundos de acções?
A BPI Gestão de Activos baseia a sua gestão em dois pilares distintos, a equipa de produtos e a equipa de asset allocation. A equipa de produtos é responsável pela análise e investimento directo em títulos, enquanto a equipa de asset allocation tem a responsabilidade de alocação entre as classes de activos. A especialização por funções permite aos colaboradores a clara definição de objectivos bem como uma maior focalização.
Os alicerces da equipa de acções da BPI Gestão de Activos assentam na partilha de três características essenciais no âmbito da gestão de patrimónios financeiros. Em primeiro lugar, a experiência dos gestores, alicerçada num capital de conhecimento acumulado ao longo de anos de contacto com o mercado, em paralelo com criteriosos planos de formação e de aquisição de novas competências, algo de essencial numa área que se caracteriza pela permanente mutação. Em segundo lugar, a definição de um processo de investimento bem estruturado e sustentável, que tem permitido alcançar a estabilidade necessária à obtenção dos melhores retornos. Esta premissa é comprovada pela manutenção de um desempenho superior em períodos de grande convulsão nos mercados, como aquele a que se assiste actualmente. Finalmente, a integração numa casa de gestão de activos de referência, com tudo o que isso acarreta de positivo em termos de sinergias, experiência e estruturas de apoio.
Como está estruturada as equipas de gestão? E especificamente a de acções? Número elementos? Processo de decisão?
A equipa de acções, dependendo do universo de investimento, tem por base uma estratégia quantitativa e/ou fundamental. Em fundos onde o universo investível é mais reduzido, como o BPI Portugal, o BPI Ibéria ou o BPI África, a selecção de empresas está dependente das recomendações da nossa experiente equipa de analistas, bem como da análise final do gestor de carteira. Por outro lado, nos fundos onde o universo é extenso e onde a vantagem comparativa da análise tradicional face ao mercado é menor, o processo de construção do portfólio depende de modelos de factores, utilizando modelos estatísticos suportados em bases de dados especializadas.
É expectável o lançamento de novos produtos nos próximos meses?
Após o lançamento nos últimos três anos de três novos fundos de acções, o BPI África, o BPI Brasil Valor e o BPI Ásia Pacifico, o BPI expandiu a sua oferta aos cinco continentes. Para o mercado europeu, onde existe uma maior experiência de gestão, a BPI GA divide a oferta por capitalização bolsista. O BPI Euro Grandes Capitalizações investe em títulos da zona euro com capitalização bolsista superior a cinco mil milhões de euros, ao passo que o BPI Europa investe em títult0s europeus sem qualquer tipo de restrição. O acesso ao mercado bolsista das restantes regiões é proporcionado através do BPI América e BPI Brasil/Brasil Valor. Por último, destacávamos o BPI Reestruturações, o qual investe a nível global, que permite de uma forma expedita obter acesso ao mercado de acções mundial. Tendo em conta a diversificação da oferta não está previsto o lançamento de novos produtos de acções no futuro imediato.
Quais são os maiores riscos para gestores de fundos nos dias de hoje e na Europa?
Desde a crise de 2008 que os riscos macroeconómicos tem sido os principais factores de condicionamento dos investidores. Se, por um lado, a crise europeia de divida soberana é um risco em constante monitorização por parte da equipa, não menos importante é a situação macroeconómica nos Estados Unidos. Com um crescimento anémico, abaixo do seu potencial, reflexo da baixa capacidade utilizada e taxa de desemprego, a fragilidade económica está dependente de factores como a incerteza face aos cortes na despesa por parte do novo governo eleito. Por fim, a quebra a que se tem assistido no crescimento das economias emergentes é mais uma variável a ter em conta para a avaliação do ambiente económico a nível global.
Qual a importância no processo de decisão das reconhecidas equipas de research de acções?
Um processo de avaliação de empresas sólido, sustentado e independente, quer do ponto de vista fundamental, quer com recurso a métodos quantitativos, é fundamental para o sucesso da equipa. O fluxo permanente de informação e troca de ideias entre a equipa de análise e os gestores tem como objectivo detectar oportunidades de investimento e potenciar um acompanhamento muito próximo dos títulos em carteira. O seu papel é portanto muito relevante.

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