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BPI GA: "Identificamos qual o perfil de risco adequado para cada cliente e tentamos oferecer um risco constante independentemente do ambiente de mercado"


1. Como é que o vosso método de gestão de carteiras se diferencia dos demais?

A gestão discricionária da BPI Gestão de Activos diferencia-se pelo seu foco no controlo do risco. Após identificarmos qual o perfil de risco adequado a cada cliente, tentamos oferecer um risco constante independentemente do ambiente de mercado que vivemos. Este processo exige uma diminuição da exposição a activos de risco nos momentos mais voláteis de mercado e um aumento do risco nos momentos mais calmos de mercado. Esta estratégia deverá preservar o património dos nossos clientes nos momentos mais difíceis de mercado, incluindo no atual período de eventos políticos inesperados. Este orçamento de risco é naturalmente diferenciado conforme o perfil do cliente.

2. Quais as perspetivas da equipa para o resto do ano

O ano 2018 está a apresentar uma volatilidade acima da média dos últimos anos, revelando-se desafiante para a gestão de carteiras multi-ativos. No quarto trimestre ano antevê-se que esta volatilidade poderá manter-se, uma vez que permanecem questões que para já não se anteveem de fácil resolução, nomeadamente o possível confronto entre o novo governo populista em Itália e a Comissão Europeia na aprovação do orçamento de estado italiano para 2019 e o desfecho das negociações em curso sobre a imposição de tarifas ao comércio internacional. Apesar dos riscos a monitorizar, a manutenção de um ambiente económico global positivo, reforçam a convicção de que, de entre as diversas classes de activos, o risco acionista continua a ser o que está melhor posicionado no binómio retorno/risco para deter em carteiras multi-ativos.


3. Quais os principais riscos que a equipa antevê para o resto do ano

Um dos maiores riscos a esta perspetiva moderadamente otimista para os mercados acionistas, advém das possíveis repercussões de uma política alfandegária que ultrapasse o fórum das discussões políticas para a esfera económica. Esta situação será tanto mais grave quanto maior o confronto entre os EUA e a Europa. Neste aspeto, a imposição de tarifas por parte dos EUA sobre a importação de automóveis fabricados na Europa afigura-se como o desfecho mais negativo, mas que não corresponde ao cenário central.

Outro aspeto de importante monitorização prende-se com a aprovação do orçamento de estado para 2019 em Itália, que deverá entrar em confronto com as diretivas de disciplina orçamental da comissão europeia. O antagonismo entre a necessidade de satisfazer o eleitorado italiano pela atual coligação eurocética e as regras europeias de controlo orçamental poderá originar um aumento acentuado da volatilidade, nomeadamente nos ativos periféricos. Conjuntamente com uma agudização das yields em Itália, esta clivagem poderá ser o mote para completar a arquitetura europeia e reforçar os mecanismos de solidariedade necessários para uma existência salutar de uma moeda comum a vários países.

(Na foto, a equipa de gestão de patrimónios da BPI Gestão de Activos. Da esquerda para a direita em pé: Mário Fernandes, Eduardo Monteiro e Miguel Neto. Sentados: Gonçalo Marouvo e Vânia Ribeiro).
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