Ativos sob gestão do universo BPI fecham o primeiro trimeste ligeiramente abaixo dos nove mil milhões de euros


Apesar do abalo significativo provocado pela disseminação da epidemia por COVID-19 em todos os sectores, incluindo o da banca, ao longo do primeiro trimestre de 2020, o BPI conseguiu fechar ao final de março com um lucro consolidado de 6,3 milhões de euros, dos quais 4,4 milhões de euros correspondem ao resultado líquido da atividade registada em Portugal.  Segunda a instituição financeira, este resultado é inferior em 87% face ao período homólogo, diferença essa motivada pelo impacto de fatores relacionados com a crise pandémica, tais como a queda nos mercados financeiros e o reforço de imparidades para fazer face a impactos futuros que, em conjunto, tiveram um impacto negativo de 47 milhões de euros no resultado antes de impostos.

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No âmbito dos ativos sob gestão observou-se uma queda de 8,6% no ano para os 8,9 milhões de euros, explicada em grande parte pela desvalorização da respetiva carteira de ativos financeiros devido à queda dos mercados bolsistas no final de março. Esta queda foi bastante menos significativa na rubrica de seguros de capitalização (-4% ytd) do que nos fundos de investimento (-12.6% ytd). Face a março de 2019, os seguros de capitalização mostram uma evolução positiva, na ordem dos 3.7%, enquanto os fundos de investimento veem os seus ativos sob gestão recuar 11,9%. O banco apresentava em fevereiro, segundo a apresentação de resultados, uma quota de mercado em fundos de investimento (excluindo fundos PPR) de 11.5%, de seguros de capitalização (excluindo seguros PPR) de 16,1% e de PPR (seguros e fundos), de 11,3%. 

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1) Em jan. 2020.  2) Os PPR's incluem PPR sob a forma de FIM e de seguros de capitalização. Por essa razão aqueles PPR são excluídos no cálculo das quotas de FIM e Seguros de Capitalização.

Contudo, nos recursos de balanço registou-se um crescimento significativo dos depósitos de clientes em 765 milhões de euros para 23 472 milhões de euros, o que representa uma variação positiva de 3,4% desde o início do ano e de 10,4% face ao primeiro trimestre de 2019. De forma idêntica, os depósitos de investidores institucionais e financeiros aumentaram 187 milhões de euros no trimestre, para 495 milhões. Este conjunto de movimentos resultou numa estabilização dos recursos totais de clientes, face ao início do ano, mantendo-se na casa dos 34,380 milhões de euros no fecho do trimestre.

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Já no capítulo do comissionamento, o banco viu o montante conseguido através das captações líquidas aumentar em contraste com o ano passado, ainda que de forma residual: uma subida para 60,8 milhões de euros, que representa um acréscimo de 0,7%.

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No primeiro trimestre do ano também se deu a ocorrência de desvios atuariais positivos de 30 milhões de euros no âmbito das responsabilidades com fundos de pensões dos colaboradores. Este movimento resultou sobretudo da revisão dos pressupostos atuariais, com um aumento da taxa de desconto para 1,85%, alteração essa que mais que compensou os retornos negativos dos fundos de pensões de -6,6%.

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Por fim, a acompanhar a divulgação dos resultados, o Conselho de Administração do banco veio comunicar a intenção do seu atual Presidente da Comissão Executiva, Pablo Forero, de se reformar no final do seu mandato. O mesmo Conselho decidiu indigitar em substituição João Pedro Oliveira e Costa, administrador executivo e atual vogal do Conselho de Administração e da Comissão Executiva, para o mandato 2020-2022.

 
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