Bolsa portuguesa recupera das perdas do dia de ontem


A bolsa portuguesa fechou a sessão de hoje a subir 3,73% para 5.431,6 pontos, com apenas dois títulos no vermelho.

Na origem desta recuperação generalizada está, como referiu Rui Bárbara, gestor de activos do Banco Carregosa, “o facto do dia, e que vai marcar os próximos, as declarações de Mario Draghi que, contra a tendência da FED, afirmou, taxativamente que vai manter as taxas baixas por um tempo indeterminado. Nunca tínhamos ouvido a um responsável do BCE uma declaração tão comprometedora sobre taxas e por um período de tempo que pode ser longo. O Banco Central de Inglaterra veio dizer praticamente a mesma coisa. Os investidores olharam para este “forward guidance” (orientação de longo prazo) e animaram-se".

Na NYSE Euronext Lisbon, o panorama foi maioritariamente positivo com excepção de dois título que fecharam em baixa - a Altri que recuou 0,812% para os 1,710 euros e o ESFG que fechou em queda de 0,345% para os 5,200 euros.

Em sentido contrário, a banca recuperou das perdas de ontem com o BES a liderar as subidas do sector. As acções do BES subiram 11,009% para os 0,605 euros. O Banif avançou 10,127% para os 0,087 euros, o BCP valorizou 9,877% para os 0,089 euros e o BPI progrediu 7,758% para os 0,889 euros.

Nas empresas de telecomunicações, a Sonaecom somou 5,068% para os 1,534 euros. A Portugal Telecom subiu 2,436% para os 2,860 euros e a Zon Multimédia avançou de 1,081%% para os 3,74 euros

No sector energético, a EDP Renováveis progrediu 1,775% para 3,841 euros, a REN subiu 1,201% para 2,190 euros e a Galp Energia valorizou 2,667% para 11,550 euros. As acções da EDP também estiveram em alta, tendo fechado a subir 2,600% para os 2,368 euros.

Destaque ainda para a Sonae SGPS que subiu 5,422% para os 0,700 euros e a Jerónimo Martins que ganhou 2,130% para os 16,060 euros.

Entre as congéneres europeias, o cenário não foi diferente. "As bolsas europeias, se estavam já um pouco positivas durante a manhã, à tarde mostraram subidas mais expressivas. Mas não se pode dizer que, de repente, os problemas foram resolvidos. Eles existem, mas afasta-se a possibilidade de subida de taxas para os próximos meses", sublinhou Rui Bárbara.

Assim, a bolsa de Madrid, ontem penalizada pela situação portuguesa, encerrou a subir 3,07% para os 8.002,00 pontos. A praça de Paris ganhou 2,90% para 3809,31 pontos e a de Frankfurt 2,11% para os 7.994,31 pontos.

"As sessões de hoje foram ainda marcadas por uma fraca liquidez, por ser feriado nos EUA", apontou o gestor de activos do Banco Carregosa.