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Bolsa europeia em queda no final desta semana


O PSI 20 voltou cair esta sexta-feira, 1,09% para os 5.364,400 pontos, mas no resto das praças europeias o cenário não foi melhor. Madrid caiu 2,32% e Frankfurt 0,36%. Paris foi a única congénere europeia que encerrou a valorizar 0,66%.

Nuno Marques, gestor de fundos na Banif Gestão de Activos, considera que “ao longo desta semana os activos financeiros portugueses variaram à medida que eram tornadas públicas novidades acerca da incerteza política criada nas últimas semanas.” No entanto, apesar da semana atribulada , o gestor considera que “ainda assim, o PSI-20 caiu apenas 0,79%, enquanto que a taxa das obrigações a 10 anos alargou perto de 40 pontos base para os 7,51%.”

O gestor realça também que “o movimento negativo dos activos da Europa periférica é em contraciclo com os restantes mercados accionistas globais que viveram uma semana de ganhos: S&P500 (EUA) 2,5% até esta hora, DAX (Alemanha) 5,2% e CSI300 (China) 2,2%”.

Hoje na NYSE Euronext Lisbon, 12 acções fecharam a cair e 7 a subir.

O sector bancário, hoje teve um fim de sessão equilibrado. Mais uma vez o Banif caiu 3,85% do para os 0,050. Em descida esteve também o BES que desvalorizou 2,01% para os 0,584. No entanto, o BCP encerrou a subir 1,16% para os 0,087, equanto o BPI valorizou 1,52% para os 0,870.

Nas telecomunicações, também um dia mau para o sector. A maior queda foi da PT que caiu 3,18% para os 2,710, enquanto a concorrente Zon Multimédia desvalorizou 0,24% para os 3,699. A Sonaecom foi a única que fechou a valorizar 1,29% para os 1,556.

Na energia, o mesmo cenário neste encerramento. Apenas a REN fechou a valorizar 0,88% situando-se nos 2,171. A maior queda pertenceu à EDP Revováveis que desvalorizou 4,32% para os 3,770, enquanto a EDP caiu 2,35 para os 2,410. Também em terreno negativo a Galp desvalorizou 0,35% para os 11, 460.

A retalhista Jerónimo Martins encerrou também em queda de 0,54% para os 15,650,. a par da sua grande concorrente Sonae SGPS que desvalorizou 0,43% para os 0,699 . A subir, a construtora Mota-Engil valorizou 3,26% para os 2,468%.

No balanço da semana o gestor de fundos destaca “pela positiva a Mota Engil, a Semapa e a Portucel, empresas mais expostas aos mercados internacionais. Pela negativa daria destaque ao sector financeiro, pressionado com o movimento das yields das obrigações portuguesas, a Portugal Telecom e a EDP Renováveis; tendo sido esta última penalizada pelas alterações regulatórias no sector eléctrico em Espanha”

Já no âmbito internacional, Nuno Marques realça “um bom início da época de resultados nos EUA onde, apesar de ainda termos uma pequena amostra de empresas (Alcoa, JP Morgan e Wells Fargo), tivemos desvios positivos face a estimativas bastante positivas”

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