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Bluecrow: “Estamos interessados em aproveitar as opções que surgem com a reduzida volatilidade”


António Mello Campello, da Bluecrow, é da opinião de que a segunda metade do ano trará ventos positivos tanto para a Europa como para os EUA. Com um foco de longo prazo nos mercados europeus, entende que em breve começaremos a assistir “a melhorias consideráveis em termos macro, com o maior foco na construção do projecto europeu através de um estreitamento de relações entre a França e a Alemanha”. Na perspetiva do profissional, tendo o mercado único um potencial de consumidores superior ao do mercado norte-americano, pode esperar-se uma “maior convergência entre os dois mercados”, o que aponta para “uma valorização razoável e um maior foco em operações de M&A entre os vários participantes destes mercados”.

Do outro lado do Atlântico, nos EUA, o profissional mostra-se otimista nos sectores tecnológicos e de consumo, pois o “consumidor continuará a ser rei e o principal foco de crescimento”. “Estamos perante uma mudança de padrões de consumo, o que poderá trazer alguma volatilidade, mas em termos globais o consumo continuará a aumentar, com menor volatilidade e menos alavancagem”, reitera.

A volatilidade pode sim ser encontrada por exemplo nos mercados emergentes. António Mello Campello vislumbra riscos “ligados à evolução dos preços das matérias primas”, que poderão trazer alguma volatilidade, que apesar de tudo espera que seja de “curto prazo”. No caso da China, o endividamento do país e a fuga de capitais podem apresentar-se como um problema, mas que parece ter fim à vista. “À medida que o investimento externo entra na China, os níveis de equity nas empresas deveram aumentar e assim reduzir alguns medos vinculados recentemente nos mercados”, indica.

Aproveitar a reduzida volatilidade

Perante este contexto de mercado, a Bluecrow mostra-se interessada em aproveitar “as opções que surgem com a reduzida volatilidade nos mercados”. O profissional enfatiza o grande foco nos mercados de obrigações high yield, e nas “várias opções de estruturação em equity com alguma garantias de capital”. Otimistas estão ainda nas “opções de estruturação que os mercados de CDS oferecem nos títulos de investment grade, em especial no que respeita à redução da exposição a duração”.

Com um foco grande também na moeda, assinala ainda uma temática que será relevante, a seu ver, nos próximos 3-4 anos: o dólar. Acredita que “existem ótimas opções de investimento nesta moeda e mercado, mas o risco de perdas cambiais pode ser muito relevante para a rentabilidade da carteira”. Deste modo, encontram-se mais focados “na proteção dos riscos cambiais do que na yield”. Dentro do high yield e investment grade estão mais interessados “em taxa variável e nos "empréstimos colaterizados". De forma a investir neste tema, António Mello Campello aponta o fundo Arcano Fund – European Secured Loan e os ETFs Highland/iBoxx Senior Loan ETF e First Trust Senior Loan ETF.

 

 

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