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BlueCrow Capital: “Apoiamos a estruturação do património e a sua optimização de longo prazo”


- Como veem a evolução do negócio das SCI no médio prazo?

O negócio das SCI vai ser de elevada importância no médio prazo. A necessidade de uma maior profissionalização dos serviços financeiros e o aumento do compliance a nível global irá forçar a uma maior racionalização da oferta dos bancos, abrindo espaço para um trabalho mais direto e específico junto dos clientes. Os vários modelos existentes atualmente nos mercados mais desenvolvidos, em especial em Espanha e Reino Unido, demonstram uma grande panóplia de serviços a serem oferecidos por estas entidades. 

- Qual a vossa filosofia de negócio e a maior mais valia que apresentam ao mercado?

No caso da BlueCrow Capital, e tendo em consideração o grupo em que estamos inseridos, o nosso foco tem sido o apoio a gestão de carteiras e patrimónios dos nossos clientes. Para tal temos desenvolvido ferramentas e parcerias que nos permitam oferecer um conjunto de conhecimentos e produtos de acordo com as necessidades dos nossos clientes. Penso que a melhor forma de nos descrever, e usando a terminologia atualmente em voga, somos um Entrepreneur Family Office. 

Focamos os nossos serviços não apenas no apoio a gestão das carteiras de ativos financeiros dos nossos clientes, estando elas depositadas junto de bancos ou outras sociedades financeiras, mas apoiamos também nas outras vertentes patrimoniais dos nossos clientes. Através das outras sociedades que fazem parte do grupo BlueCrow apoiamos a estruturação do património e a sua optimização de longo prazo. Para isso apoiamos na gestão/estratégia de investimento das carteiras de património imobiliário e na estratégia financeira que os nossos clientes procuram implementar nas suas empresas e negócios, quer seja através do apoio ao investimento direto em empresas, ou na maximização da estrutura de capital das empresas dos nossos clientes. 

Acreditamos que desta forma, ao conhecer profundamente bem o património dos nossos clientes, assim como a sua história e expetativas de vida, podemos apoiar de forma continua e completa as várias perspetivas inter e intra-geracionais. O nosso foco é a geração de riqueza e a sua manutenção ao longo das várias gerações. Ao olhar a globalidade do património eliminamos a habitual concorrência de recursos que costumam existir entre as várias áreas, eliminando riscos e sedimentando ganhos.  

- Quais os maiores desafios de negócio para o futuro?

 Os maiores desafios são a grande incerteza no que respeita a implementação a nível nacional das regulações internacionais. O nosso mercado é muito pequeno e os players são por natureza muito pequenos, o que obriga a elevados custos de regulação. Assim uma implementação "cega" das regulações pode ser prejudicial. Mas acredito que, em termos de negócio, teremos mais oportunidades do que desafios no futuro próximo. 

Na foto: Duarte Calheiros e António Mello Campello

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