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Bluecrow: “A nossa expectativa para 2019 mantém-se positiva para os mercados de ações, mas neutra para o mercado de crédito”


(Perspetivas para 2019, traçadas por António Mello Campello, CEO da Bluecrow Capital)

O que esperam de cada uma das principais economias (EUA, Europa, China) no ano de 2019?

Costuma dizer-se que os economistas começaram a fazer previsões sobre o futuro, para que os metereologistas ficassem melhor vistos. Numa sociedade moderna, em que a velocidade da informação, ou desinformação, é vertiginosa, podendo desencadear eventos bastante complexos. 2016, 2017 e 2018 foram anos em que assitimos a vários eventos extremos e fora das mais aprofundadas previsões. Assim, e de forma a melhor apoiar os nossos investidores optamos sempre por activos de liquidez absoluta. A flexibilidade é, na nossa opinião a melhor característica de um activo.

Mas deixamos abaixo os temas que mais nos preocupam nos blocos onde temos focado a nossa atenção:

EUA

O enfraquecimento do estímulo fiscal iniciado em 2018 e o aumento das taxas de juro, acompanhados por um escalar de ton nas relaçoes comerciais entre os EUA e a China, forão os principais impulsionadores da desaceleração do crescimento e volatilidade que esperamos se irão manter durante 2019,

A rápida, e esperada, subida das taxas de juro pela FED vieram a contribuir para a semelhança de 2015, criar alguma insegurança sobre a força do crecimento económico nos EUA, aliados a uma maior contenção do BCE e a um dado fraco do PIB da Alemanha, veio aumentar os receios de uma recessão e o início de um bear markets já muito “desejado”.

A nossa expectativa para 2019 mantém-se positiva para os mercados de acções, mas neutra para o mercado de crédito.

EUROPA

É provável que o crescimento na Europa permaneça positivo durante o ano 2019, ainda que moderado, com um ligeiro decréscimo face a 2018. As pressões financeiras e instabilidade política no contexto da política orçamental entre a Itália e UE, a continuação das tensões comerciais globais, em que a economia europeia se vê envolvida, expectável que se prolongue durante o ano 2019, o desafio e instabilidade em relação as decisões relativas ao Brexit e finalmente a pressão orçamental que as novas medidas adoptadas pelo governo Francês resultantes da instabilidade social neste país vão por a prova as perspetivas de crescimento durante o próximo ano.

Embora as tensões iniciais entre os EUA e a UE em relação às tarifas de automóveis se tenham dissipado, por enquanto, e essa realidade se tenha traduzido num ligeiro impulso, dados recentes revelam uma potencial queda, embora que temporária, no setor automóvel devido a uma mudança nas regras ambientais.

CHINA

O principal obstáculo que irá ditar o nível de desaceleração da economia Chinesa em 2019 será o aumento das tarifas alfandegárias e incertezas relacionadas à guerra comercial, que se junta ás restrições nas políticas internas já implementadas em 2018, relacionadas com a desalavancagem em certos sectores, prevendo-se assim uma redução do crescimento do PIB, que resulta directamente de uma redução nas exportações e investimento.

Faz sentido, no entanto, pensar e reforçar o foco nos blocos de maior crscimento, não só pela sua importancia relativa, mas acima de tudo pelo peso da sua população no consumo e gostos globais (em especial a China e Índia). Se puder escolher uma imagem para esta analogia, seria esta:

 

Bluecrow

Quais as classes de ativos melhor posicionadas para enfrentar o novo ano e que perspetivas têm para cada uma delas (obrigações, ações, imobiliário...). Se tiverem alguma perspetiva sobre o petróleo, dado que é o tema do momento poderia ser importante?

Num período que se avizinha bastante volátil os ativos de refúgio tradicionais como o ouro e prata poderão ter um papel relevante numa carteira.

Os REIT são outra opção que poderá servir de refúgio para um investidor que procura um investimento de rendimento fixo, apesar de algums periodos de volatilidade mais elevados que possam vir a ser sentidos, se a política da FED for mais agressiva que o inicialmente esperado.

No entanto, temos vindo a focar os nossos clientes em instrumentos (ações e obrigações) de empresas que investem nos seus sectores e operações de forma a continuarem a crescer no longo prazo. Estas são as empresas que mais relevancia devem ter nas carteiras dos investidores. Estas empresas conseguem desenvolver as suas operações em condições inigualáveis, permitindo desenvolver novos e melhores produtos, ganhando assim novos mercados, potencialmente multiplicando o investimento feito.

Que riscos monitorizam por esta altura com maior preocupação e porquê (mercado ou negócio)?

Penso que o risco de mercado é mais elevado que o risco de negócio. O nosso negócio é ajudar os nossos clientes a investir nas melhores empresas com um objectivo de longo prazo. Apoiar na relativização dos ganhos e perdas que as suas carteiras sofrem e ajuda-los a manter uma perspectiva de longo prazo.

O mercado, em periodos de maior volatilidade, tende a desviar a atenção dos investdores para os beneficios de longa prazo. Este, acreditamos, é o maior risco que um cliente enfrenta.

Qual o fundo de investimento (obrigações, ações, misto, alternativo) que recomendam para o ano de 2019 e porquê?

Temos, desde meados de 2018, vindo a desenvolver um produto de investimento em conjunto com outro player nacional, que acreditamos representa o foco e objetivo de investimento que defendemos.

Acreditamos que conseguiremos oferecer um produto único e inovador no mercado, permitindo a clientes mais pequeno beneficiar de uma alocação de activos, identica a oferecida aos grandes investidores internacionais.

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