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BlackRock: No Japão há dinheiro, valor e momento


O Nikkei apresenta uma valorização acumulada no ano superior a 40%. A boa notícia é que o ‘rally’ pode continuar: especialistas BlackRock, Dan Dennis e Stattman Chamby, estimam que ainda há muito dinheiro em liquidez que se investirá próximos meses. De acordo com projecções da gestora, a participação das famílias japonesas no mercado accionista poderia aumentar entre um e seis mil milhões de dólares , considerando que, em média, o património das famílias japonesas está alocado em posições de liquidez (estimada em nove mil milhões dólares). 

Por outro lado, a partir da BlackRock indicam que tanto o Governo como os planos de pensões do emprego estão subponderados em Japão - mais especificamente, a exposição a acções japonesas é inferior a 20% nas suas carteiras. "Acreditamos que o dinheiro vai encontrar o seu caminho na direcção do mercado, principalmente porque há mais investidores a reconhecer o enorme valor que existe no Japão ", disseram. 

Porque esta é a segunda boa notícia: não só há dinheiro, como também acções atractivas a preços ainda baratos e que oferecem valor ao investidor. Por um lado, os gestores da BlackRock sublinham o facto de que muitas empresas japonesas – “que são as melhores do mundo no que fazem”, dizem Stattman e Chamby - têm feito ao longo dos anos de deflação e encarecimento do iene exercícios de redução de custos que as tornou muito eficientes, com balanços que permanecem atractivos.

Portanto, embora o Japão tenha começado em Novembro o ‘rally’, no qual continua imerso como o mercado mais barato do mundo, "ainda está 60% abaixo do seu máximo histórico de 1989", salientam na gestora. 

A terceira boa notícia é que, além de valor, os especialistas também vêem momento graças à vitória eleitoral do Partido Democrático Liberal, referendada há cerca de uma semana pela maioria do Senado, que vai permitir a Shinzo Abe desenvolver o seu 'Abenomics' a longo prazo e de forma coerente. “Combinado com o facto de que os investidores globais estão subponderados em vJapão, a valorização terá um alcance ainda mais amplo” referiram. “Depois de um ‘bear market’ há 25 anos, há toda uma geração de investidores que aprenderam a ignorar o mercado accionista japonês. Acreditamos que é um erro e que os investidores terão que render-se à ideia de que o Japão já não está ‘bearish’”.

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