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BdP prevê mais investimento em 2017


O Banco de Portugal reviu em alta as previsões de crescimento da economia portuguesa até 2019. O PIB deverá chegar aos 1,8% já este ano, alavancado, em parte, pelas exportações e pelo investimento. O documento publicado esta quarta-feira mostra que “a evolução da atividade ao longo do horizonte de projeção está sustentada num crescimento forte das exportações – refletindo um enquadramento económico e financeiro externo favorável e a manutenção de ganhos de quota de mercado – e numa recomposição da procura interna no sentido de um maior dinamismo da formação bruta de capital fixo (FBCF)”.

De facto, a previsão positiva para a formação bruta de capital fixo é um dos temas do momento. Tanto é que foi um dos pontos do discurso de Carlos Costa na 6ª Conferência da Central de Balanços, sob o tema “Modernização do tecido empresarial português”. O governador do BdP chamou a atenção para o caso: “pela primeira vez, a formação bruta de capital fixo, e aqui com uma componente muito importante das máquinas, ou seja, equipamento diretamente produtivo, passa para terreno positivo”.

No ano passado, a FBCF atingiu valores negativos: -0,3 pontos percentuais. Para 2017, o banco central prevê o crescimento de 6,8% deste indicador – uma revisão em alta face ao Boletim de dezembro, que apontava para 4,4%. Já em 2018 e 2019 espera-se uma taxa de crescimento de 5 e 4,8%, respetivamente (ver quadro abaixo). Para esta trajetória contribuiu, adianta a entidade, a aceleração no crescimento do segundo semestre de 2016. Uma aceleração que traduziu, entre outras coisas, “a concretização de decisões de investimento, num contexto de redução da incerteza sobre a evolução da economia nacional”.

FBCF

FBCF empresarial aumenta 5%

“Após um aumento de 5 por cento em 2016, a FBCF empresarial deverá manter um crescimento em torno de 6 por cento ao longo do horizonte de projeção. Este crescimento está ancorado em expetativas positivas para a procura global, bem como na manutenção de condições de financiamento favoráveis”, lê-se no documento do BdP, que acrescenta que esta evolução da FBCF empresarial reflete “a necessidade de recuperação do stock de capital e o aumento da taxa de utilização da capacidade produtiva, que se tem vindo a aproximar progressivamente dos valores médios no período pré-crise”.

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