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Bankinter Research: “Ainda nos encontramos na primeira parte de um ciclo expansivo global”


No Relatório de Estratégia de Investimento 2018/19, a Bankinter Research apresenta as perspetivas para o novo ano, apresentando os principais motores de investimento e os riscos associados ao mesmo. É nesse sentido que começa por referir que as “ações continuam a ser o ativo mais atrativo e isto não vai mudar em 2018” e que “o principal risco continua a ser estar fora das bolsas, apesar de todas as dúvidas que se possam ter e dos riscos ainda ‘vivos’, que efetivamente existem”.

Os riscos, como refere a entidade, fazem parte de todo o processo, pois em “nenhum momento da história a humanidade viveu sem incertezas”, sendo que hoje os riscos que existem, nomeadamente os geoestratégicos (Coreia do Norte, Síria) e políticos (extremismos, populismos e independentismos) “tendem a dissipar-se ao longo do tempo”, quando aquilo que classificam como riscos “vivos” (hipotética desvalorização excessiva do dólar, idoneidade das valorizações dos principais ativos), são mais convencionais e, por isso, levam a uma perspetiva mais racional.

A equipa de research do Bankinter aponta como pilares básicos do mercado “um contexto macroeconómico não só francamente bom como também homogeneamente expansivo em termos geográficos, uns resultados das empresas em melhoria contínua e uma pressão (positiva) da liquidez sobre os preços dos ativos como nunca existira antes”. Acreditam que nenhum destes três fatores irá mudar durante o ano de 2018 “nem, provavelmente, em 2019”.

A entidade defende que “ainda nos encontramos na primeira parte de um ciclo expansivo global que se encontra em fase de maturação e consolidação”, referindo também ser importante não esquecer as tendências macroeconómicas que, “uma vez adquiridas, são de longa duração”.

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Observando o panorama em termos históricos, verifica-se que os ciclos expansivos são tendencialmente mais extensos que os contrativos, que tendem a ser cada vez mais breves. “Se admitirmos que nos encontramos num ciclo de expansão, tal como nós defendemos, e a sua duração seja semelhante à dos anteriores, ainda temos muito mais tempo para desfrutar do que o tempo que já desfrutámos”, referem. É nesse sentido que continua a apostar numa estratégia de investimento pró-bolsas, embora mais cautelosa no que diz respeito às obrigações.

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A Bankinter Research acredita que a economia global está a avançar “francamente bem”, destacando apenas dois países que considera estarem em situação “questionável”: o Brasil e o Reino Unido. O Brasil porque não realizou as reformas necessárias e, apesar da valorização do PIB, continua a ser insuficiente para uma economia emergente; o Reino Unido porque enfrenta “um grave problema com o Brexit”, o que irá levar a conflitos sociais a médio prazo, enquanto a curto prazo fará com o PIB desacelere de forma significativa, como já está a acontecer.

Também os lucros das empresas estão a crescer, mesmo depois dos furacões ocorridos nos Estados Unidos. É precisamente nos Estados Unidos que as bolsas “estão em máximos históricos”, o que faz sentido para a entidade uma vez que, mesmo apesar das subidas de taxas, os lucros das empresas do S&P500 em 2017 foram em quase 50% superiores ao pré-crise. No caso da Europa, a evolução é mais lenta, mas acreditam que “o caminho a seguir é o mesmo ou muito parecido”.

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A equipa de análise refere ainda que a “pressão da liquidez não influencia as valorizações, mas provoca uma maior rapidez na evolução das cotações das empresas” e, por isso, acreditam que o risco é “estar fora do mercado”, uma vez que as bolsas poderão valorizar bastante já no começo de 2018. “As bolsas valem mais, as obrigações vão aguentado e o imobiliário ainda oferece potencial”, cenário que segundo a entidade é compatível com uma expansão macroeconómica.

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No entanto, a entidade adverte que estar fora do mercado acionista no início do ano pode ser um erro, pois “poucas vezes se deu uma coincidência de circunstâncias tão favorável, apesar dos riscos”.

Consultando este vídeo poderá compreender melhor e obter mais informações sobre as perspetivas da entidade para o ano de 2018. 

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