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Bankinter Gestão de Activos: “Parece-nos que 2017 vai iniciar-se com algum otimismo global”


Ao contrário de 2016, parece-nos que 2017 vai iniciar-se com algum otimismo global”, revelam os profissionais da Bankinter Gestão de Activos. “A estabilização das matérias primas que se verificou em 2016 tem permitido o aumento da confiança dos agentes económicos e investidores em geral”, justificam.

Sobre a economia dos EUA, da Bankinter Gestão de Ativos afirmam que este mercado “irá continuar a ser o motor do crescimento global”, enquanto que a Zona Euro vai continuar a “sua recuperação económica”. Sobre o Japão, acreditam que “poderá, eventualmente, surpreender pela positiva, quer em crescimento, quer na estabilização da taxa de inflação, o que pode promover alguma moderação doutrinária no seio do BoJ”.

O grande desafio para 2017 é sem dúvida a melhoria do enquadramento macroeconómico na Zona Euro, especialmente no que diz respeito à taxa de desemprego, que ainda é muito elevada nas economias do sul da Europa, as mais afetadas pela crise dos últimos anos” sublinham. Já sobre a taxa de crescimento global em 2016, apontam que “deverá ficar ligeiramente acima dos 3,1% previstos pelo FMI, e em 2017, com alguma recuperação das matérias primas e estabilização das principais economias emergentes”, apontam que o crescimento global poderá superar os 3,4%, que foram previstos pelo FMI.

Pelos quatro cantos do mundo

Geograficamente, preferimos mercados desenvolvidos, nomeadamente onde o crescimento é mais estável (EUA, Japão e Zona Euro), parecendo-nos prematura uma aposta forte em mercados emergentes”, revelam. Ainda assim, não descartam a “possibilidade de ao longo de 2017 o apetite pelas economias emergentes aumentar, especialmente se o crescimento global for revisto em alta”.

Relativamente às classes de ativos, da entidade continuam a “preferir ser donos de empresas, do que credores das mesmas, uma vez que as taxas de juro continuam historicamente baixas, não permitindo uma remuneração adequada do risco associado à posição de credor (os vários programas de QE a nível global são eficazes mas criam estas distorções)”, dizem.

Em relação aos riscos, o lado político é o que mais se destaca, nomeadamente ao nível dos “resultados das eleições na França, Alemanha e Holanda durante o próximo ano”. Acreditam que estes resultados podem ser “materialmente relevantes para a continuidade do projeto Europeu, como tem sido implementado até agora”. Não esquecem, também, o “terrorismo e os decorrentes conflitos armados regionais” que continuam a ser um “elemento exógeno que pode impactar significativamente o comportamento dos mercados, e ao qual não nos podemos alhear, embora seja muito difícil encontrar estratégias de imunização para esse tipo de risco”.

A ‘estrada para o sucesso’

Para o próximo ano, da Bankinter Gestão de Ativos, recomendam o “investimento em fundos de investimento mistos, diversificados por várias classes de ativos, de acordo com o perfil de risco e horizonte temporal do investidor”. “Dado o nível muito baixo das taxas de juro em todos os principais blocos monetários e o potencial limitado de rendimento das obrigações, é crítico, numa perspetiva de médio prazo, estar investido num fundo diversificado, com gestão ativa da exposição a ações e às diferentes tipologias de obrigações (Governos, Corporate IG, High Yield, Mercados Emergentes e Dívida Subordinada), de forma a minimizar o risco e a volatilidade associada”, justificam.

Recorrendo à história, da Bankinter Gestão de Ativos, sublinham que “permanecer investido, de forma diversificada e ajustada ao perfil de risco de cada um, nos mercados financeiros, é a melhor forma de investir a médio/longo prazo”.

2017 como rampa de lançamento para 2018

Em 2017, a preparação para as alterações regulatórias previstas para início de 2018 (MIFID II e PRIIPS) será tema dominante para as Sociedades Gestoras”, afirmam da entidade. “Tal como em 2016, cabe à indústria e aos reguladores/legisladores nacionais combinar esforços no sentido de tornar o veículo "Fundo de Investimento" atrativo o suficiente para se constituir como um dos principais veículos de poupança e investimento dos portugueses”, sobretudo num “ambiente de concorrência feroz com outros veículos de poupança, nacionais e internacionais”. Assim, para a entidade é, simultaneamente, o “maior desafio e a maior oportunidade que temos entre mãos, nos próximos anos”.

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