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Banco de Portugal otimista nas projeções para a economia portuguesa


O Banco de Portugal reviu em alta a previsão de crescimento económico. As projeções macroeconómicas da instituição para a economia portuguesa até 2019 mostram recuperação e crescimento. “A economia portuguesa deverá manter uma trajetória de recuperação ao longo do horizonte de projeção, apresentando um ritmo de crescimento em linha com o atualmente projetado para o conjunto da área do euro”, pode ler-se no documento divulgado esta quarta-feira.

As previsões apontam para um crescimento do PIB de 1,8% para este ano e 1,7% em 2018. Já em 2019, espera-se que o produto interno bruto se situe nos 1,6%, próximo do registado em 2008, "o que ilustra bem a natureza sem precedentes deste último ciclo económico", frisa a entidade. A sustentar este incremento do PIB estão vários fatores, entre eles as exportações, que "deverão situar-se em 2019 cerca de 60 por cento acima do nível registado em 2008" (ver gráfico abaixo).

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Fonte: Boletim Banco de Portugal

De facto, as exportações "deverão crescer aproximadamente 5 por cento em termos médios anuais", avança o boletim informativo. Uma evolução que se vai verificar tanto nos bens como nos serviços, com destaque para o desempenho das exportações de turismo, graças à "ocorrência em território português de importantes eventos à escala internacional". 

Desemprego abaixo dos dois dígitos já este ano

Quanto ao mercado de trabalho, o BdP mostra-se mais positivo do que nas previsões de dezembro. A instituição governada por Carlos Costa espera que a meta dos 10% seja ultrapassada já este ano, fixando-se nos 9,9%. E a expectativa é que a taxa de desemprego continue a descer: com 9% e 7,9% em 2018 e 2019, respetivamente.

Banco de Portugal deixa aviso

Apesar do otimismo das atuais projeções, a instituição deixa um aviso: “o ritmo de crescimento económico projetado é inferior ao necessário para o reinício do processo de convergência real face à área do euro”. O BdP alerta para a importância de “aprofundar a orientação de recursos para empresas mais expostas à concorrência internacional e mais produtivas” e de continuar a reduzir “o elevado nível de endividamento dos vários setores, reduzindo a vulnerabilidade da economia portuguesa a choques”. 

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