Banca portuguesa precisa de reforçar imparidades em 474 milhões


 

Os oito maiores grupos bancários portugueses necessitam de reforçar as imparidades relacionadas com a exposição aos sectores da construção e promoção imobiliária, em 474 milhões de euros, revela o Banco de Portugal (BdP) em comunicado.

Esta avaliação resulta de um programa de inspecções On-site - levado a cabo elo BdP no âmbito da sua acção de supervisão -, sobre as exposições das instituições financeiras aos sectores da construção e promoção imobiliária em Portugal e Espanha, com referência a 30 de Junho, com o objectivo de “avaliar a adequação dos níveis de imparidade registados sobre as exposições aos sectores abrangidos”.

Para o conjunto dos oito grupos bancários – BCP, Banco BPI, CGD, ESFG, Caixa Económica Montepio Geral, Santander Totta, Rentipar Financeira e Grupo Crédito Agrícola, que representam mais de 80% dos sistema bancário nacional -, “foi estimada a necessidade de reforço de 861 milhões de euros, [...] de forma a atingir níveis de provisionamento robustos”, refere o supervisor no comunicado.

Contudo, “os reforços de imparidade constituídos entretanto pelos grupos bancários, com referência a 30 de Setembro de 2012, cobriram parte das necessidades de reforço de imparidade identificadas, reduzindo o seu montante de 861 milhões de euros para 474 milhões de euros”. O Banco de Portugal acrescenta que deve “o reforço deste último montante ser constituído pelas instituições até 31 de Dezembro de 2012”.

Quanto ao impacto estimado sobre o rácio agregado de ‘core tier 1’ projectado para o último dia do ano, para o conjunto dos oito grupos bancários, “é imaterial, não comprometendo o cumprimento do mínimo regulamentar de 10% exigido pelo Banco de Portugal a partir do final desde ano”.