Balcões continuam a ser o meio preferido para negociar fundos


Nos dados divulgados pela CMVM no relatório de gestão de ativos, referente ao terceiro trimestre de 2018, é evidente o contraste entre o comportameno dos investidores no que se refere aos fundos nacionais no terceiro triemstre do presente ano e o período homólogo de 2017. De facto, o terceiro trimestre de 2017 foi caraterizado por um volume de subscrições líquidas acentuado, enquando o período equivalente de 2018, a par com o trimestre anterior, foram penalizadores para a indústria nacional de fundos.

Contudo, o dado mais destacável da informação desagregada abaixo, é que o principal meio através do qual são subscritos e resgatados fundos continua a ser os balcões dos intermediários financeiros. Se por um lado podemos interpertar tal facto como alguma resistência à evolução tecnológica na comercialização de fundos de investimento, por outro, o peso da regulação e a complexidade do processo de subscrição de um fundo no contexto de MiFID II, por exemplo, exige, em grande parte dos casos, a presença do investidor para o cumprimento de todo o processo burocrático de subscrição ou resgate.

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Fonte: CMVM

Já na tabela abaixo, é possível observar que a categoria de fundos que mostrou mais atividade durante o trimestre de verão, foi a dos fundos do mercado monetário. Isto quando é considerada a medida de turnover de subscrições e de resgates, calculados pela CMVM, que representam o rácio entre os respetivos valores e o valor líquido global médio de cada categoria de fundos.

Analisando os valores e quantidades de subscrições e resgates ao detalhe, percebemos também na tabela que os investidores mostraram apetide pelo risco no período do verão, patente no volume de subscrições líquidas dos fundos de ações em comparação com os de obrigações. Os fundos de poupança reforma, aparentemente, refletem alguma rotação dentro do universo de produtos de semelhante estrutura, patente em quantidades de UPs subscritas e resgatadas semelhantes, com um saldo de valor de apenas 6 milhões de euros em termos líquidos - coerente com decisões de alocação dos investidores num contexto de manutenção dos benefícios fiscais inerentes à categoria.

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Fonte: CMVM

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