Atrium Investimentos alarga a sua gama de fundos no Luxemburgo


Os meses de setembro e novembro trouxeram novidades à Atrium Investimentos, que passou a ter mais história para contar relativamente à sua gama de fundos de investimento com residência no Luxemburgo.

Ao compartimento Atrium Portfolio SICAV com morada no Grão Ducado foram adicionados três subfundos (com duas classes diferentes cada, uma em dólares e outra em euros), que vieram reforçar a oferta da casa já existente, composta pelos produtos Octant, Quadrant e Sextant. À semelhança do que já acontecia com estas três estratégias, os novos subfundos apresentam como administrador a FundPartner Solution, e como banco custodiante a Pictet.

Maior taxa de crescimento da função

Os novos Global Selection, High Income e o Gradient apresentam-se com espectros de investimento distintos, tal como o próprio nome deixa adivinhar. Começando pelo fundo Gradient, pode dizer-se que este nasce  de um conceito muito específico e centenário. “O gradiente é uma ferramenta matemática que se encontra presente na navegação há séculos. Em termos matemáticos, o gradiente aponta na direção da maior taxa de crescimento da função. Esta propriedade de caraterização do gradiente permite que este seja definido independentemente da escolha do sistema de coordenadas. Por conseguinte, as taxas de crescimento dos ativos, bem como a independência desses retornos em relação a outras variáveis, podem estar associadas aos objetivos do fundo Gradient”, pode ler-se nas informações fundamentais destinadas aos investidores.

Com um risco médio/baixo, o produto “será constituído por uma seleção limitada, mas diversificada, de títulos de rendimento fixo considerados pelo gestor como oferecendo o maior potencial de rendibilidade. Maioritariamente, acrescentam também, o fundo investirá em títulos de dívida de “todo o mundo”, mas com um enfoque em títulos ou emitentes de dívida com notação “investment grade”. A proposta de valor passa, segundo a entidade gestora, por proporcionar o acesso a "um pick-up com a implementação de várias estratégias ativas como rolldown da curva, visão de taxas de juro, crédito e moeda", com uma "duração mais curta do que muitos fundos de obrigações tradicionais". O processo baseia-se numa abordagem top-down, em que a definição de targets de investimento e construção do portefólio responde à visão de mercado da entidade. 

Convicção e diversificação

No campo da dívida também está o recém-criado High Income. O produto pode ficar exposto a títulos de dívida com e sem notação investment grade, que embora “a intenção do gestor seja concentrar-se em títulos ou emitentes de dívida com notação “investment grade”, consoante as condições dos mercados financeiros e as oportunidades de investimento, os títulos de dívida sem notação “investment grade” podem representar a parte principal da carteira”. Sem constrangimentos ao nível do investimento por região, o fundo propõe-se a “um retorno anual igual às taxas do mercado monetário acrescido de 3%, com uma volatilidade até 10%”. É, segundo a entidade, um fundo de obrigações ativo e muito flexível, sem índice de referência, com uma abordagem "high yield, em trades de maior convicção, mas bastante diversificado". Adicionalmente, "em determinadas alturas do ciclo económico, a carteira pode adotar uma postura mais conservadora, podendo investir até 100% do capital em mercado monetário e ativos investment grade", comentam da entidade gestora. Dívida de mercados emergentes, emissões híbridas bancárias e convertíveis fazem parte do universo de investimento. 

Crescimento consistente e sustentável

Por fim, uma estratégia de ações. O Global Selection também se concentrará em títulos de todo o mundo, mas com um enfoque em “empresas de grande capitalização com uma geração de elevados fluxos de caixa”. A abordagem de investimento do fundo é bottom up, e o seu objetivo é bem claro: alcançar um desempenho superior ao índice MSCI Total Return World Net Index no longo prazo. À disposição da gestão está o investimento em  títulos de forma direta, mas também “instrumentos financeiros derivados”, a par de liquidez.

Para a entidade gestora, o fundo veio satisfazer uma "necessidade de um produto de ações de qualidade, com foco na relação preço/valor-intrínseco de modo a reduzir volatilidade". De um universo de mais de 1.600 ações, aplicam filtros quantitativos e fundamentais que resultam numa carteira de entre 30 e 40 posições alocadas em ações de empresas que cotam a múltiplos razoáveis - quer em termos absolutos, quer relativos -, que apresentam um crescimento dos resultados consistente e sustentável, margens estáveis e uma alavancagem sustentável. O investimento inicial é realizado com um peso reduzido, que vai sendo reforçado à medida que é confirmada a tese de investimento. 

Para Mário Vigário, CIO da entidade, "os novos produtos visam oferecer em formato SICAV a maior segmentação já oferecida através dessas mesmas estratégias, mas até então num formato menos acessível". 

As novas estratégias têm como montante mínimo de subscrição 100.000 euros, e 25.000 euros para subscrições adicionais.

 

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