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Ativos value added assumem-se como estratégia de investimento preferencial no imobiliário


Perceber a dinâmica do setor imobiliário em Portugal, analisando as respetivas estratégias de investimento e desinvestimento face à conjuntura atual e futura, é o objetivo do inquérito Deloitte Portuguese Real Estate Investment Survey – 3.º trimestre 2017, que vai já na terceira edição. Nesta edição, uma das principais conclusões do estudo está relacionada com os ativos value added que, segundos os inquiridos, são a principal intenção de investimento, quer na estratégia atual (50%) quer na estratégia futura (69%).

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Fonte: Deloitte, outubro 2017

Durante o próximo ano, a banca e os fundos soberanos serão, de acordo com este inquérito, os principais financiadores do investimento, sendo que a origem do financiamento será maioritariamente europeia. Este estudo conclui ainda que, em comparação com o último ano, a perceção relativamente à captação de fundos nos próximos 12 meses é “ligeiramente mais otimista”. Os fatores que poderão vir a ter impacto nesta captação de fundos são a dimensão do financiamento, que para 69% dos inquiridos é significativa; o número de investidores, que 56% considera significativo; e a duração do processo, também com 56% a considerá-la significativa neste aspeto.

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Fonte: Deloitte, outubro 2017

As alterações regulatórias nas organizações são também apontadas pelos inquiridos, que acreditam que a AIFMD e o FATCA poderão vir a ter um impacto significativo. Em relação à atividade do mercado imobiliário em Portugal, acreditam que haverá um aumento do volume e dos preços de transação nos próximos três meses no setor residencial, comércio/serviços e hoteleiro. No entanto, acreditam que as taxas de rentabilidade se irão manter nestes setores, à exceção do hoteleiro, onde preveem um ligeiro aumento.

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Fonte: Deloitte, outubro 2017

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Fonte: Deloitte, outubro 2017

No setor imobiliário, considera-se que a oferta, o investimento estrangeiro e a entrada de novos players irá ter um impacto positivo nos próximos três meses, sendo que a “situação política ganhará representatividade no impacte positivo que gera”.

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