Ativos sob gestão dos fundos mobiliários nacionais em queda desde o início do ano


O ano de 2018 parece continuar a revelar uma face mais dura para o mercado de fundos de investimento mobiliário nacional. De acordo com os dados publicados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP) relativos ao mês de setembro, o volume de ativos sob gestão registou um decréscimo de 3,8% desde o início do ano e de 0,9% nos últimos 12 meses. Em setembro, por seu turno, a queda foi de 0,1% em comparação com o mês anterior, com o montante a fixar-se nos 11.829,9 milhões de euros.

Já o saldo entre subscrições e resgates nos primeiros nove meses do ano apresenta-se também negativo, tendo-se fixado nos 418,2 milhões de euros. O saldo em setembro foi igualmente negativo, no valor de 23,9 milhões de euros, resultante de um volume de subscrições de 171,5 milhões de euros e de resgates de 195,4 milhões de euros.

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Poucas entidades com variações positivas

Olhando para o contexto das entidades gestoras nacionais verificamos que, entre as cinco primeiras, a GNB Gestão de Ativos foi a única capaz de registar um aumento do seu volume de ativos sob gestão – e, consequentemente, da sua quota de mercado. De facto, esta foi a entidade que maior crescimento, em termos absolutos, registou, com mais 31,9 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 9,5%. Já a Invest Gestão de Activos foi a entidade que registou maior crescimento, em termos percentuais, com 28,9%.

Não obstante, mantêm-se as três principais entidades no topo da lista, com a Caixagest a apresentar uma quota de mercado de 32,9%, seguida pela BPI Gestão de Activos, com 24,5%, e pela IM Gestão de Ativos, com 17,6%.

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Por outro lado, no que diz respeito ao saldo de subscrições líquidas registado desde o início do ano por parte das entidades nacionais, a GNB Gestão de Ativos volta a ser a entidade que se destaca, com um saldo positivo de 30,8 milhões de euros. No mês de setembro, por outro lado, foi a Santander Asset Management aquela que maior saldo registou, com 9,2 milhões de euros.

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