Ativos em fundos alternativos superam os dois biliões de euros na Europa graças à subida do private equity


A consultora especializada em ativos alternativos Preqin anunciou o lançamento do seu relatório 2020, elaborado em colaboração com a Amundi no qual analisa como evoluiu a indústria de ativos alternativos, além de dar algumas luzes sobre como vai evoluir nos próximos meses.

Este relatório vem demonstrar o interesse que os ativos alternativos despertaram no último ano num contexto em que cada vez é mais difícil encontrar ativos que ajudem a descorrelacionar e da dificuldade crescente em encontrar rentabilidades atrativas num ambiente taxas de juro a descer. De facto, o auge deste tipo de investimento foi o que elevou o total de ativos geridos pelos fundos alternativos com sede na Europa a superar os dois biliões pela primeira vez no fim de 2019, face aos 1,79 biliões no fim de 2018 e aos 1,39 biliões no fim de 2015.

Por regiões, o Reino Unido é o maior mercado, com 1,18 biliões de euros em ativos sob gestão, seguido de França (242.000 milhões de euros). Quanto à tipologia de ativos são os setores de private equity (795.000 milhões de euros) e hedge funds (609.000 milhões de euros) os que aglutinam a maioria do capital.

Mas esta foto é do fim de 2019. A grande pergunta é se este ano, marcado pela irrupção da COVID-19, mudou muito a fotografia face ao fecho do ano passado. Segundo a informação que divulga a Preqin, o interesse por este tipo de ativos manteve-se também este ano devido ao impulso dos investimentos e ao auge dos fundos de dívida privada, que captaram 21.000 milhões de euros no primeiro semestre do ano. Pelo contrário, os setores de imobiliário e de infraestruturas tiveram uma descida mais significativa na realização de operações. As transações do PERE (Private Equity Real Estate) na Europa só ascenderam a 22.000 milhões de euros no primeiro semestre de 2020, face aos 82.000 milhões de euros de 2019 e aos 120.000 milhões de euros de 2018. As operações em infraestruturas diminuíram de forma semelhante, de 170.000 milhões de euros em 2018 para 40.000 milhões de euros no primeiro semestre de 2020.

“Acreditamos que a crise vai criar uma série de oportunidade em ativos alternativos à medida que a economia recupere, e os investidores europeus estão a observar isto de perto. Consideramos que a nossa associação com a Preqin na elaboração de um estudo tão importante desempenha um papel fundamental para trazer mais transparência e educação aos mercados privados europeus num momento em que o crescimento desta indústria não dá sinais de abrandamento”, afirma Dominique Carrel-Biliard, diretor global de Ativos Reais e Alternativos da Amundi.

Pode consultar o relatório completo aqui.

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