“Ascensão da classe média nos mercados emergentes aumentará em quase 2 biliões de dólares a procura por alimentos”


“A ascensão de uma classe média urbana, com poder de compra nos mercados emergentes vai levar a um aumento de pelo menos 1,7 biliões de dólares na procura por alimentos nos próximos cinco anos”, referem os analistas do Espirito Santo Investment Bank (BESI). Acrescentam que “apesar do crescimento demográfico estar a abrandar, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) estima que a produção de alimentos terá que crescer entre 70% e 100% até 2050, o que criará desafios, mas também oportunidades para os produtores de alimentos e bebidas, os retalhistas de alimentos e fabricantes de produtos agrícolas”.

Os mercados emergentes constituem uma terra de oportunidades que reúne inúmeros factores que potenciam o crescimento de empresas dos sectores da fabricação, consumo e distribuição de alimentos. Os analistas dividiram a cadeia de valor destes sectores em seis partes (terra, água, fertilizantes, distribuição, ‘marketing’, desperdício), adoptando uma metodologia que permite visualizar as oportunidades e desafios que se colocam às empresas e investidores nestes mercados.

Segundo José Martins Soares, responsável pela equipa de ‘research’ em mercados emergentes, "o 'feedback' de clientes foi muito positivo nesta forma de abordar o mercado bolsista, e este segundo volume captura 'research' não só em empresas de consumo e distribuição mas também de fertilizantes na Europa Central e na India".

Neste segundo volume do ‘research’ temático em mercados emergentes, os analistas do BESI analisam 11 empresas do sector do consumo e distribuição de alimentos: AmBev, Bayer Cropscience, Carrefour, CBD (Companhia Brasileira de Distribuição), Grupa Azoty, Jerónimo Martins, Marfrig, Nestlé, Nestlé India, Rallis e Viscofan.

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