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As três vias da BlackRock para impulsionar a sua gama de megatendências


A BlackRock é uma das maiores gestoras do mundo e, como tal também, não quis ficar à margem desse novo universo de investimento chamado megatendências que tanto potencial apresenta. Sobretudo num contexto de crescimento da procura por estratégias de investimento que sejam capazes de se desligar da volatilidade e curto prazo que o mercado apresenta.

Assistimos à procura de clientes em megatendências em momentos de mercado tensos a curto prazo como no fim do ano passado. Vimos o ruído que a volatilidade gerou, mas que não se materializou. As megatendências são uma opção a longo prazo, é preciso ver quais são e se é possível estar investido a longo prazo”, afirma Manuel Guitiérrez Mellado, responsável de desenvolvimento de negócio para a BlackRock Iberia.

No caso da gestora americana identificam três requisitos que uma indústria deve ter para ser considerada como megatendência: que implique mudanças regulatórias, económicas e sociais. E eles identificaram cinco forças disruptivas que cumprem estes três vetores: o poder disruptivo da tecnologia, mudanças demográficas, mudanças climáticas, urbanização e classe média emergente.

Para se aproximar a cada uma delas, a gestora contempla diferentes veículos, que vão desde os fundos tradicionais de gestão ativa aos produtos de gestão indexados, quer sejam fundos ou ETF. A eleição de um ou outro para investir em cada uma das megatendências dependerá das características que apresente cada um desses universos de investimento. “Vemos, por exemplo, se o universo de investimento é estreito ou amplo. Se é estreito e não vemos grande divergência entre empresas lançamos ETFs. Pelo contrário, se é um universo de investimento no qual há novas empresas cotadas, por exemplo, consideramos a gestão ativa, por se tratar de um universo amplo e com divergência entre as diferentes empresas”, refere Gutierrez Mellado.

Além disso, estabelecem uma terceira via como é a de lançar produtos que repliquem índices lançados e criados pela própria gestora. “Em zonas onde lançamos um produto, mas sem índice chegamos a acordo com a Stoxx e Factset para que nos ajudem a identificar as empresas para construir o índice em concreto e depois lançar ETFs que repliquem esses índices”, afirma. Além disso, esses índices apresentam duas particularidades já que as empresas que neles se integram têm que ter pelo menos 50% dos seus lucros vinculados a essa megatendência e o peso de cada uma delas no índice não depende da capitalização em bolsa, mas dos índices equal weight.

Atualmente a gestora, que conta com a sua própria equipa de megatendências incluindo uma equipa de analistas, conta com oferta de produto em mais de 17 estratégias, das que só cinco estão em fundos de gestão ativa. Não obstante, segundo explica Gutierrez Mellado, estão a estudar novas estratégias sobre as que lançar produto como podem ser a guerra contra o plástico, a geração millennial ou a economia circular e estudando a possibilidade de trabalhar com soluções que integram não só uma tendência, mas várias.

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