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As seis recomendações da Willis Towers Watson para a comunicação de planos de pensões


Numa fase de incerteza provocada pelo COVID-19, a Willis Towers Watson quis deixar algumas recomendações importantes às empresas, no seguimento do impacto que as quedas recentes dos mercados financeiros tiveram nos Planos de Pensões.

Em comunicado, José Marques, Diretor, Retirement, da Willis Towers Watson, escreve que “face às quedas recentes nos mercados de ações a nível global, e também considerando que grande parte dos nossos clientes oferecem aos seus colaboradores opções de investimento para os seus planos de pensões de contribuição definida, acreditamos que é importante as empresas passarem as mensagens e informações corretas aos seus colaboradores”.

A entidade escreve que “o impacto da pandemia do novo coronavírus, acabou por ser um catalisador para o fim de uma década de rentabilidades elevadas, com os mercados de ações a registarem perdas significativas neste primeiro trimestre”. Essas perdas, prosseguem, terá impactado mais “os colaboradores que optaram por alocar os seus saldos acumulados e contribuições regulares em fundos de pensões com maior exposição a ações”. Essas perdas, alertam, só se realizarão “no momento em que as pensões começarem a entrar em pagamento, caso o mercado não recupere, entretanto, ou se o colaborador decidir mudar de fundo de pensões”.

Desta feita, a entidade deixa seis observações a considerar pelas empresas no momento da tomada de decisão e que devem comunicado aos colaboradores:

- “Geralmente, reduzir o nível de risco imediatamente após descidas significativas nos mercados pode ser contraproducente, uma vez que abdica de participar numa eventual recuperação económica”

- “Em particular, consideramos que neste momento, a rentabilidade futura esperada em fundos de pensões com maior risco é mais elevada do que no início do ano, porque partimos de preços significativamente mais baixos”.

- “A situação atual é única e consequentemente altamente incerta. Quedas adicionais nos mercados acionistas são possíveis, em particular se a situação atual demorar mais tempo do que o esperado a resolver-se”.

- “Os fundos de pensões de menor risco também estão expostos às consequências económicas da pandemia. No entanto, é expectável que essa exposição seja menor do que nos fundos de pensões de risco mais elevado”.

- “O horizonte temporal é relevante. Colaboradores perto da reforma tendem a escolher fundos com menor alocação a ações uma vez que, perdas sofridas no curto prazo, poderão não ser completamente recuperadas antes do momento da reforma. No entanto, caso o colaborador pretenda receber o benefício através de fundos de pensões, consegue estender o seu horizonte temporal”.

- “Comparação de rentabilidades passadas, especialmente entre fundos de pensões com diferentes níveis de risco, não é um bom critério para a tomada de decisão. Na ausência de uma análise detalhada de cada fundo, o mais importante será escolher um fundo com um nível de risco consistente com o perfil do colaborador”.

 

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