“As políticas ultra-acomodatícias dos bancos centrais apoiam a tendência para activos de risco"


“Consideramos que os activos de risco, mais sensíveis ao crescimento, continuarão a ser beneficiados pelo compromisso dos principais bancos centrais de manutenção das suas políticas monetárias ultra-acomodatícias durante mais tempo”. No entanto, “estas políticas expansivas podem ser questionadas pelos dirigentes políticos devido a ‘efeitos secundários’ que possam surgir, como o aumento do preço dos activos imobiliários”.

No seu mais recente relatório, os analistas da Pioneer Investments recomendam sobreponderar as acções "dadas as avaliações atractivas e, especialmente na Europa, em comparação com obrigações soberanas, ditas seguras”, que oferecem rendibilidades muito baixas, ou com mercados de crédito menos selectivos. Os dividendos também podem oferecer bons retornos, como uma alternativa aos ganhos de capital".

Quanto à classe de obrigações, aconselham a subponderação. "Com as taxas de referência praticamente nulas, os rendimentos das obrigações de países centrais são tão baixos que os investidores de longo prazo podem incorrer em perdas ao comprar os títulos nos níveis actuais." Além disso, os especialistas advertem que "os mercados de crédito estão caros porque os investidores que procuram rendibilidade prestam cada vez menos atenção aos perfis de risco-retorno".

Chaves macro

De acordo com analistas da Pioneer Investments, "a supervisão dos acontecimentos políticos e económicos por parte dos bancos centrais continua a ser necessária, como mostrou a crise bancária do Chipre, o que obrigou a União Europeia a aprovar o quinto resgate financeiro em três anos". Por outro lado, a excessiva austeridade fiscal excessiva poderá atrasar a retomada do crescimento dos países mais afectados pela crise económica e justificar as medidas extraordinárias tomadas pelo Banco Central Europeu.

Nos EUA, a consolidação orçamental está a ser realizado através de cortes automáticos nos gastos ao invés de estabelecer um plano de redução dos défices de longo prazo. "A economia dos EUA continua a recuperar-se e tanto o crescimento como a inflação permanecem em níveis moderados, o que reforça o compromissimo da Reserva Federal com os programas reforçando o compromisso da Reserva Federal para com os programas de expansão monetária".

Relativamente a mercados emergentes, a Pioneer afirma que " a China parece estar a entrar numa nova fase marcada por um modelo de crescimento mais estável baseado no consumo interno e não tanto no investimento de capital. Contudo, os investidores têm pontos de vista sobre estes desenvolvimentos e alguns temem que as medidas tomadas pelo governo chinês para limitar o crédito bancário (e, assim, evitar uma bolha imobiliária e outros efeitos indesejáveis) acabem a provocar uma desaceleração económica ".

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