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Fundos de ações dominaram as preferências dos investidores em janeiro


Encerrado o primeiro mês do ano, é altura de analisar quais foram as estratégias que figuraram entre as preferidas dos clientes do ActivoBank e do Banco Best.

Após um 2018 bastante difícil, os mercados acionistas começaram bem o ano de 2019 com uma recuperação transversal a todas as geografias. Bruno Pinhão, do ActivoBank, analisa o contexto dos mercados e refere que “foi o melhor mês de janeiro de sempre para o índice global MSCI World”.

No mercado norte-americano, o profissional lembra que o índice S&P 500 demonstrou ter o melhor mês de janeiro em 30 anos. "A contribuir para este otimismo esteve a mudança de postura da FED, que adotou
um tom mais “dovish”, mostrou-se mais atenta aos mercados e aos dados económicos", sublinhou Bruno Pinhão.

O especialista refere ainda que esta fase boa também se verificou na Europa "onde o índice Stoxx 600 apresentou o melhor registo desde outubro de 2015". A condicionar este sentimento no Velho Continente, esteve, segundo o profissinal, "o impasse no Brexit"  graças à incerteza causada pelas negociações entre a primeira-ministra britânica e a União Europeia.

De acordo com Bruno Pinhão, as opções preferidas dos investidores do ActivoBank no primeiro mês de 2019 “centraram-se em fundos de ações e mistos, com a exposição aos mercados emergentes, EUA e Europa”. Essas opções também revelaram que “os investidores do ActivoBank optaram por estar expostos a geografias e índices que valorizaram durante o mês”, sublinha o especialista.

Fundos de ações perdem terreno no Best... mas seguem em maioria 

Sobre as preferências dos clientes do Banco Best, Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de investimentos, destaca que embora os fundos de ações se mantenham em maioria, há muito tempo que não era registado um TOP de subscrições com tão poucos "exemplares" destes produtos. No mês de janeiro entraram para o TOP dois fundos de obrigações e dois fundos multiativos.

Segundo Rui Castro Pacheco, as preferências dos clientes do Banco Best “mantêm-se em estratégias flexíveis quando pensam em investir em obrigações”. As estratégias Income e Global Total Return, geridas, respetivamente, pela PIMCO e pela Franklin Templeton "podem investir em qualquer segmento de dívida ou crédito para obterem retornos positivos em qualquer ciclo de mercado".

Em relação aos fundos multiativos, Rui Castro Pacheco refere que registaram "a manutenção nas escolhas do fundo gerido pelas boutiques Acatis e Gané". A primeira, refere, "gere uma componente de investimento em ações e obrigações de empresas mais “Value”", e a segunda "toma conta dos investimentos em empresas que estejam a passar por um qualquer tipo de evento (“Event”)”. Regressada ao TOP de mais subscritos esteve aquele que era um habitué nestas andanças: a estratégia Stable Return gerida pela Nordea.

A preferência dos investidores do Banco Best, relativamente aos fundos de ações, centrou-se em regiões ou temas/setores específicos. Foi registada alguma procura nos setores da saúde, tecnologia e recursos naturais com o fundo World Healthscience gerido pela BlackRock e com o Technology e o Natural Resources, ambos sob a gestão da Franklin Templeton.

No caso dos fundos que investem de forma regional, a plataforma verificou uma procura pela Europa, China e Japão. "Na Europa, o fundo com mais subscrições foi o MFS European Value, um produto a cargo da MFS Invest Management, que se foca em empresas estáveis com avaliações “Value”", relatam. Em relação às empresas japonesas, as subscrições foram realizadas no fundo Japan Flexible Equity, a cargo da BlackRock. Por fim, no caso das companhias chinesas, a preferência foi pelo Greater China Equity gerido pela Invesco.

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